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O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes esclarece que esse é um procedimento bem menos complexo, geralmente realizado com sedação leve. Confira mais detalhes no post desta semana.

O implante de válvula aórtica por cateter, atualmente, é um procedimento bem menos complexo do que quando ele foi inicialmente proposto.

A grande maioria dos casos é possível fazer esse tipo de implante com uma sedação leve, sem a necessidade de anestesia geral. O acesso vascular é feito através de punção de artérias localizadas na região da virilha, ao contrário do que se fazia inicialmente, quando se fazia uma exposição cirúrgica dessas artérias.

Na maioria dos casos, hoje em dia, o procedimento demora entre 60 e 120 minutos para ser realizado. O paciente acorda imediatamente após o final do processo e, geralmente, fica um período de 12 horas numa unidade de terapia intensiva ou numa sala de recuperação, onde possa ser monitorizado o seu eletrocardiograma e a sua pressão arterial. No dia seguinte, o paciente é liberado para o quarto e, na maioria das vezes, com um ou dois dias de internação, é liberado para casa e pode retomar as suas atividades normais em um período muito curto de tempo.

Cabe ressaltar que a recuperação desse implante da válvula aórtica por cateter é muito mais rápido e menos traumático do que a alternativa que existia até o surgimento dessa nova técnica, que era a cirurgia de troca valvar com a abertura do tórax.

Aspecto angiográfico final de prótese aórtica auto-expansível implantada por cateter.
Aspecto angiográfico final de prótese aórtica expansível por balão implantada por cateter.

 



Uma ótima notícia para os portadores de planos de saúde da Unimed Porto Alegre: a operadora enviou circular aos seus médicos cooperados indicando que está em processo de incorporação do Implante por Cateter de Válvula Aórtica (TAVI) para ser disponibilizado aos seus segurados.
A iniciativa está em consonância com o disposto na Resolução Normativa no 465 do Ministério da Saúde/Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS), de 24 de fevereiro de 2021, que incluiu o TAVI no rol de procedimentos a serem adotados pelos convênios.
Desta forma, a Unimed Porto Alegre sinaliza que esse procedimento será autorizado de rotina nos pacientes que atendam aos seguintes critérios estabelecidos pela RN no 465:

– Pacientes com idade > 75 anos com estenose da válvula aórtica sintomática, com expectativa de vida > 1 ano e que sejam de alto risco para cirurgia convencional ou inoperáveis;
– A decisão pela indicação da TAVI deverá ser respaldada por um grupo multidisciplinar incluindo o cardiologista clínico, o cardiologista intervencionista, o cirurgião cardíaco e o anestesista.

Embora as evidências científicas atuais indiquem que a TAVI é benéfica e apresenta resultados semelhantes ou mesmo superiores à cirurgia, também em pacientes com risco cirúrgico intermediário ou baixo, essa decisão da Unimed Porto Alegre deve ser comemorada, pois vai beneficiar um grande número de pacientes portadores de estenose da válvula aórtica. A luta agora é para que a ANS expanda a indicação da TAVI para os demais grupos de pacientes, a exemplo do que já é rotina na Europa e nos Estados Unidos.


Dr. Gilberto Nunes | Clínica Cardiologista Porto Alegre

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