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Os efeitos prejudiciais da infecção pelo coronavírus sobre o coração são mais frequentes do que inicialmente se imaginava. Estudos demonstram que em torno de um quarto dos pacientes hospitalizados por Covid-19 apresenta algum tipo de complicação cardiovascular, sendo que o surgimento dessas complicações é responsável por até 40% das mortes que ocorrem durante a internação.

A Covid-19 causa um quadro de inflamação de grande magnitude no organismo podendo ocasionar uma inflamação generalizada do músculo cardíaco (miocardite), que pode provocar a dilatação do coração e o desenvolvimento de insuficiência cardíaca.

Por outro lado, a infecção pelo coronavírus aumenta o risco de formação de coágulos dentro dos vasos, favorecendo a ocorrência de infarto agudo do miocárdio e de embolia pulmonar.

Além disso, mesmo pacientes sem histórico prévio de doenças cardíacas ou com quadros clínicos mais leves e que não necessitam de internação podem apresentar algum grau de comprometimento cardíaco.

A fim de identificar precocemente o desenvolvimento dessas complicações, é fundamental o acompanhamento médico, independentemente da severidade das manifestações da Covid-19.



Ótima notícia para os pacientes portadores da doença cardíaca estenose da válvula aórtica.

No dia 4 de fevereiro, a Agência Nacional de Saúde (ANS) incluiu no seu rol de procedimentos o tratamento desta doença através do implante por cateter de uma válvula nova, o chamado Implante Transcateter de Válvula Aórtica (TAVI). Este é um procedimento menos invasivo do que a cirurgia tradicional de peito aberto, pois é realizado sem cortes, muitas vezes apenas com anestesia local e com curto tempo de internação – de uma a dois dias.

Com a inclusão do TAVI no rol da ANS, os planos de saúde passam a ser obrigados a pagar por esse procedimento, o que não vinha acontecendo apesar do implante por cateter já ser consagrado e estar sendo realizado no Brasil há mais de 10 anos.

A única ressalva a ser feita é que a ANS aprovou esse procedimento apenas para pacientes com idade igual ou maior que 75 anos e que apresentem alto risco ou contraindicação à realização da cirurgia convencional.

Já existem evidências científicas sólidas de que esse procedimento apresenta resultados iguais ou até superiores à cirurgia mesmo em pacientes com idade inferior a 75 anos e com risco cirúrgico intermediário ou baixo. Assim, o implante por cateter tem sido aplicado de forma rotineira nesse grupo estendido de pacientes tanto nos Estados unidos quanto na Europa.

Essa decisão da ANS deve ser celebrada! Certamente representa o primeiro passo na direção de expandir esse procedimento por cateter para um grupo mais abrangente de pacientes portadores de estenose da válvula aórtica


Dr. Gilberto Nunes | Todos os Direitos Reservados

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