Arquivos Cardiologista - Cardiologista Dr. Gilberto Nunes Arquivos Cardiologista - Cardiologista Dr. Gilberto Nunes

Pesquisa com mais de 276 mil pessoas reforça as evidências sobre a relação entre a vacinação contra influenza e a saúde cardiovascular. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda a vacinação anual contra a gripe entre as medidas de prevenção de um novo infarto.

A vacinação contra a gripe pode ter um papel que vai além da prevenção da influenza e de suas complicações respiratórias. Um novo estudo publicado no *European Heart Journal* e divulgado pelo American College of Cardiology (ACC) encontrou associação entre a vacinação contra influenza e um risco menor de fibrilação atrial e de outros eventos cardiovasculares.

A pesquisa avaliou dados de 276.888 pessoas e comparou dois grupos com características semelhantes: pessoas que haviam recebido a vacina contra influenza e pessoas sem registro de vacinação no período analisado.

Durante um acompanhamento médio de 2,7 anos, a vacinação esteve associada a um risco 20% menor de desenvolver fibrilação atrial, uma das arritmias cardíacas mais comuns. A incidência anual foi de 0,9% entre os vacinados e de 1,1% entre os não vacinados.

Os pesquisadores também observaram, entre os vacinados, menores riscos de infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, hospitalizações por causas cardiovasculares e mortalidade por todas as causas.

O que a gripe tem a ver com o coração?

Embora seja lembrada principalmente como uma infecção respiratória, a influenza provoca uma resposta inflamatória em todo o organismo.

Essa inflamação pode aumentar a demanda sobre o sistema cardiovascular, favorecer alterações na coagulação e contribuir para a instabilidade de placas de aterosclerose. Em pessoas que já apresentam doença cardiovascular, a infecção também pode contribuir para a descompensação de condições preexistentes.

É por isso que uma gripe pode representar um risco maior para pessoas com doenças cardíacas e, em determinadas situações, funcionar como um gatilho para eventos cardiovasculares.

Vacinação e fibrilação atrial

A fibrilação atrial é uma arritmia caracterizada por batimentos irregulares do coração e está associada, entre outras complicações, a um aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC).

No novo estudo, a vacinação contra influenza esteve associada a menor ocorrência dessa arritmia tanto em pessoas com doença cardiovascular prévia quanto naquelas sem doença cardiovascular conhecida.

Os resultados acrescentam uma nova informação às evidências já existentes sobre os possíveis benefícios cardiovasculares da vacinação contra a gripe.

Isso não significa, porém, que se possa afirmar que a vacina contra influenza previne diretamente a fibrilação atrial.

O estudo é observacional. Portanto, identifica uma associação entre vacinação e menor risco, mas não permite estabelecer uma relação direta de causa e efeito. Os próprios pesquisadores destacam a necessidade de estudos randomizados específicos para avaliar essa possibilidade.

Vacina contra a gripe faz parte da prevenção de um novo infarto

No Brasil, a relação entre influenza e saúde cardiovascular já faz parte das orientações para pacientes que tiveram um infarto.

O Ministério da Saúde inclui a *vacinação anual contra influenza entre as medidas de prevenção secundária após o infarto agudo do miocárdio*.

Prevenção secundária é o conjunto de cuidados adotados depois que uma pessoa já apresentou uma doença ou evento cardiovascular, com o objetivo de reduzir o risco de recorrência e de novas complicações.

A vacinação, portanto, soma-se a outras medidas importantes após um infarto, como controle adequado da pressão arterial e do colesterol, abandono do cigarro, atividade física conforme orientação médica, alimentação equilibrada e uso correto das medicações prescritas.

Por que a vacinação merece atenção especial em pacientes cardiovasculares?

Pessoas com doenças cardiovasculares apresentam maior risco de complicações quando desenvolvem influenza.

Além dos pacientes que já sofreram um infarto, pessoas com outras doenças cardíacas ou fatores de risco cardiovascular devem conversar com o médico e manter seu calendário de vacinação atualizado de acordo com as recomendações para sua idade e condição clínica.

A vacinação não substitui os demais cuidados de prevenção cardiovascular. Ela integra um conjunto de medidas destinadas a reduzir riscos e proteger a saúde.

O novo estudo publicado no European Heart Journal reforça justamente uma relação que vem recebendo atenção crescente da medicina: prevenir determinadas infecções também pode ser uma forma de cuidar do coração.

Fontes: https://academic.oup.com | https://www.acc.org



Muito lembrado pelas complicações respiratórias, o hantavírus também pode provocar impacto importante sobre o sistema cardiovascular nos casos graves. Estudos científicos mostram que a infecção pode desencadear inflamação no músculo cardíaco, queda da força de bombeamento do coração e alterações circulatórias potencialmente graves.

A condição, hoje chamada em muitos estudos de síndrome cardiopulmonar por hantavírus, costuma começar com sintomas inespecíficos, como febre, dores no corpo e mal-estar, semelhantes aos de uma gripe. Em alguns pacientes, porém, o quadro evolui rapidamente com falta de ar, queda de pressão e comprometimento cardíaco.

Pesquisas publicadas em revistas científicas internacionais identificaram sinais de miocardite associada ao hantavírus, reforçando que o coração também pode ser diretamente afetado durante a infecção. Em casos graves, isso pode contribuir para choque circulatório e insuficiência cardíaca aguda.

O tema voltou a chamar atenção após a divulgação de casos de hantavírus registrados em um navio, situação que levou autoridades internacionais de saúde a monitorarem os pacientes infectados. Embora a Organização Mundial da Saúde tenha informado não haver, até o momento, sinais de um surto maior, o episódio ajudou a recolocar a doença em debate e reacendeu dúvidas sobre suas formas de transmissão, sintomas e possíveis complicações.

Embora os casos sejam raros, especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce, especialmente em pessoas com histórico recente de contato com ambientes infestados por roedores silvestres. Entre os sinais de atenção estão febre alta, dores musculares, dificuldade para respirar e alterações circulatórias que podem indicar comprometimento cardiopulmonar.



Cardiologista Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre Comissao cientifica define programacao do Congresso da SocergsNa segunda-feira (13), o cardiologista intervencionista Gilberto Lahorgue Nunes participou da reunião da Comissão Científica e do Comitê de Consultores da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (Socergs), dedicada à organização do Congresso da Socergs 2026.

O encontro marcou uma etapa importante da construção da programação científica do evento. Durante a reunião, foram definidos os temas centrais que irão orientar os debates e as atividades do congresso, além da estrutura da programação por salas.

Entre os principais tópicos definidos para o congresso estão:
* Papel da Lipoproteína(a) – ou Lp(a) – na estratificação de risco na prevenção primária de eventos cardiovasculares
* Terapia farmacológica atual da insuficiência cardíaca
* Papel da revascularização na doença coronária estável
* Oclusão do apêndice atrial esquerdo na prevenção do AVC em pacientes com fibrilação atrial
* Manejo das arritmias cardíacas no consultório
* Aplicações atuais da inteligência artificial na cardiologia
* Análise das últimas diretrizes em Cardiologia publicadas em 2025 e 2026

A programação também prevê três conferências com convidados internacionais, ampliando o intercâmbio científico e a discussão sobre avanços recentes na especialidade.

“Esse é um momento importante de planejamento, em que buscamos construir uma programação atualizada e relevante para a prática clínica. A ideia é promover discussões qualificadas sobre os principais avanços da Cardiologia”, destaca o Dr. Gilberto Lahorgue Nunes.



Cardiologista Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre Infarto em mulheres sintomas fatores hormonais e prevencao apos a menopausaNo mês dedicado à valorização e à saúde da mulher, um alerta merece atenção: as doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte entre mulheres no mundo. E, diferente do que muitos ainda imaginam, o coração feminino tem particularidades importantes — nos sintomas, na influência hormonal e na prevenção.

Nem sempre é “aquela dor no peito” – Ao contrário do padrão clássico descrito nos homens, o infarto na mulher pode se manifestar de forma mais silenciosa ou atípica.
Os sinais mais comuns incluem:
– Desconforto ou pressão no peito (nem sempre intensa)
– Dor no epigástrio, nas costas, mandíbula, pescoço ou braço
– Falta de ar
– Náuseas ou vômitos
– Tontura
– Fadiga extrema e súbita
– Suor frio

Muitas mulheres interpretam esses sintomas como ansiedade, estresse ou problemas gastrointestinais — o que pode atrasar o diagnóstico. E, em cardiologia, tempo é músculo: quanto mais rápido o atendimento, maior a chance de preservar o coração.
Durante a fase reprodutiva, o estrogênio exerce um efeito protetor sobre o sistema cardiovascular. Esse hormônio contribui para:
– Melhor controle do colesterol
– Maior flexibilidade dos vasos sanguíneos
– Redução da formação de placas de gordura nas artérias

Por isso, antes da menopausa, as mulheres tendem a apresentar menor risco cardiovascular em comparação aos homens da mesma idade. No entanto, essa proteção não é absoluta — fatores como tabagismo, sedentarismo, hipertensão, diabetes, obesidade e estresse anulam esse benefício.
Pós-menopausa: o risco cardiovascular aumenta – Com a chegada da menopausa, há uma queda significativa dos níveis de estrogênio. A partir daí, o risco cardiovascular da mulher aumenta progressivamente e pode se equiparar ao dos homens. É nesse momento que a prevenção deixa de ser opcional.

Principais cuidados nessa fase:
– Monitorar pressão arterial regularmente
– Controlar colesterol e glicemia
– Manter peso saudável
– Praticar atividade física de forma contínua
– Adotar alimentação equilibrada
– Avaliar, com acompanhamento médico, o risco cardiovascular individual

A menopausa não é o problema — o risco está em ignorar as mudanças metabólicas que ela provoca.
A mulher costuma cuidar de todos ao seu redor. Mas, quando o assunto é saúde cardiovascular, precisa se colocar no centro da própria agenda. Informação salva vidas. Reconhecer sintomas, entender as mudanças hormonais e investir em prevenção são decisões que fazem diferença no longo prazo.

Porque o coração da mulher tem suas particularidades — e merece atenção especial.



Nos últimos anos, os cardiologistas têm voltado a atenção para uma molécula chamada Lipoproteína(a), ou Lp(a) — considerada por muitos especialistas a nova vilã do coração. Trata-se de uma partícula de gordura no sangue semelhante ao colesterol “ruim” (LDL), mas com uma diferença importante: ela possui uma proteína extra que a torna mais agressiva aos vasos sanguíneos. Esse componente adicional facilita a formação de placas de gordura e de coágulos, o que aumenta o risco de infarto e AVC, mesmo em pessoas com colesterol aparentemente controlado.

O alerta está na Nova Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, apresentada pela SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) em setembro. Um risco que vem dos genes – Diferente do colesterol tradicional, os níveis de Lp(a) são determinados pela genética — ou seja, não mudam muito com dieta, exercícios ou remédios já conhecidos. Por isso, uma pessoa pode ter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas e, ainda assim, apresentar níveis elevados dessa molécula.

Quem deve ficar atento
A dosagem da Lp(a) deve ser considerada em casos de:
* Histórico familiar de doenças cardíacas precoces.
* Infarto ou AVC em pessoas com colesterol normal.
* Aterosclerose detectada em exames, sem causa aparente.

Mesmo sem medicamentos específicos aprovados para reduzir a Lp(a), é essencial controlar todos os outros fatores de risco cardiovascular — como colesterol LDL, pressão alta, glicemia, tabagismo e excesso de peso.

Ensaios clínicos estão em andamento para desenvolver terapias voltadas exclusivamente à redução da Lp(a), o que representa uma nova fronteira da cardiologia preventiva.
“Mesmo com o colesterol sob controle, pode existir um risco oculto. O exame da Lipoproteína(a) ajuda a identificar esse perigo silencioso e orientar a prevenção de forma mais personalizada”, explica o cardiologista intervencionista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes.



Controle da pressão arterial reforçam que hábitos saudáveis são fundamentais para manter a pressão sob controle e dieta DASH é um deles: plano alimentar criado especialmente para reduzir a hipertensão, com foco em frutas, verduras, grãos integrais e redução de sal.

Controle da pressão arterial

A pressão arterial elevada continua sendo um dos maiores fatores de risco para doenças do coração, derrames e até mesmo demência. Por isso, as sociedades médicas internacionais revisaram recentemente as orientações para diagnóstico e tratamento da hipertensão.
Se, mesmo após 3 a 6 meses de mudanças no estilo de vida — como melhorar a alimentação, praticar exercícios e controlar o peso — a pressão arterial continuar em 130/80 mmHg ou mais, o uso de medicamentos deve ser considerado.
Em algumas situações, como em pessoas com diabetes, doença renal crônica ou alto risco cardiovascular, a recomendação é iniciar a medicação de imediato, sem esperar esse período de ajustes.
Estilo de vida: o primeiro passo
As novas diretrizes reforçam que hábitos saudáveis são fundamentais para manter a pressão sob controle:
• Dieta DASH: plano alimentar criado especialmente para reduzir a hipertensão, com foco em frutas, verduras, grãos integrais e redução de sal.
• Exercícios físicos: manter-se ativo ajuda a baixar a pressão e prevenir outras doenças.
• Controle do peso e do estresse: perder alguns quilos e adotar práticas de relaxamento já fazem diferença.
Um ponto importante das novas recomendações é a relação entre pressão alta e declínio cognitivo. Tratar corretamente a hipertensão ajuda a reduzir o risco de demência e outras complicações graves.
A pressão arterial precisa de atenção constante. Pequenas mudanças no dia a dia, associadas ao acompanhamento médico, podem evitar complicações sérias no futuro.


Nos últimos anos, medicamentos injetáveis para controle glicêmico — originalmente indicados para diabetes tipo 2, mas amplamente usados também para controle de peso — passaram a fazer parte da rotina de muitos pacientes. E isso traz um alerta importante, especialmente quando esses pacientes precisam realizar procedimentos com sedação, como o cateterismo cardíaco.

O que pouca gente sabe é que o semaglutida, princípio ativo do medicamento, retarda o esvaziamento do estômago. Essa ação, embora benéfica para o controle glicêmico e da saciedade, pode aumentar o risco de complicações durante a sedação — como refluxo e broncoaspiração, que ocorrem quando o conteúdo do estômago vai para os pulmões. Por isso, o anestesista ou cardiologista precisa saber se o paciente está usando esse tipo de medicamento.

Em muitos casos, o ideal é suspender o uso alguns dias antes do procedimento, sob orientação médica. Não se trata de um risco cardíaco direto causado pelo medicamento, mas sim de uma interação perigosa com os anestésicos, especialmente em procedimentos que exigem jejum e controle rigoroso da via aérea.

O recado é claro: informe sempre todos os medicamentos em uso, mesmo que não sejam “para o coração”. A interação entre fármacos pode ter impacto direto na segurança do procedimento.
E lembre-se: automedicação nunca é uma boa ideia — especialmente com medicamentos de uso contínuo, que interferem em diferentes sistemas do corpo.



Cardiologista Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre 05032025 GZH Artigo Obesidade doenca ou fator de risco montagem

Embora classificada como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS), existe um grande debate sobre se é adequado considerar a obesidade isoladamente como uma patologia. A obesidade é um reconhecido fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes, porém nem todos os obesos possuem níveis elevados de pressão arterial, glicose ou do colesterol.

Será que é correto definir estes pacientes como doentes? Muito provavelmente não, mas a controvérsia continua. Outro problema relevante são as limitações do índice de massa corporal (IMC) como definidor do diagnóstico de obesidade, por poder tanto superestimar quanto subestimar o excesso de adiposidade.

Devido às fragilidades do IMC, foi recentemente proposta pela Comissão de Diabetes e Endocrinologia da revista científica Lancet uma nova definição de obesidade, que requer a avaliação por pelo menos dois métodos antropométricos (IMC e circunferência abdominal, por exemplo), além de evidências clínicas de limitação funcional (dificuldade de locomoção, por exemplo) ou de dano a um órgão (linfedema, apneia do sono etc.).

Colocando em termos simples: essa nova classificação permite separar a obesidade fator de risco da obesidade doença (dano orgânico estabelecido). Além de melhorar a acurácia do diagnóstico, essa nova classificação evita a estigmatização de pessoas saudáveis, mas com excesso de adiposidade. Embora inovador, esse conceito não deve ser estendido a outros fatores de risco clássicos para as doenças cardiovasculares.

Níveis sustentadamente elevados da pressão arterial (acima de 120/80 mmHg) e da glicose (acima de 126 mg/dl) produzem efeitos deletérios sobre o nosso organismo (mesmo na ausência de sintomas) e requerem tratamento precoce visando evitar complicações (infarto, AVC) ou dano orgânico irreversível. Nesses casos, o diagnóstico de hipertensão arterial e diabetes fica estabelecido e o tratamento precoce deve ser instituído, mesmo na ausência de sintomas.



Diante de tudo que vem acontecendo no Rio Grande do Sul, a gente precisa falar de saúde. Desde o começo de maio, a maior enchente já vista no estado tem deixado as pessoas apreensivas, sofrendo de estresse com a pressão diária provocada por tantas perdas causadas pelo avanço das águas. Em seu quadro no Programa da Regina (domingos, 18h, MasperTV, no 575 da TV aberta 575 e no 520 da Claro TV), no último domingo, o cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes abordou o impacto de situações de desastres climáticos no coração.

Existe uma correlação importante entre catástrofes e manifestações de doenças cardiovasculares. Evidências cientificas mostram que desastres naturais, como as inundações que nós estamos passando aqui, fazem surgir ou agravar doenças cardiovasculares. A pessoa pode ter uma primeira manifestação de uma doença cardíaca, como um infarto, ou um agravamento de um doença pré-existente. Isso está relacionado principalmente ao estresse e à dificuldade de acesso às medicações de uso contínuo.

Em 2011, um grande terremoto no Japão devastou uma área significativa do país. Nas semanas seguintes ao evento, observou-se um crescimento relevante no número de mortes e paradas cardíacas por causas cardiovasculares.

Situações de estresse coletivo levam a uma alteração metabólica nas pessoas. Ansiedade gera taquicardia, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, e isso, por si só, já ajuda a desencadear um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC).

ATENÇÃO AOS SINTOMAS

É fundamental as pessoas observarem os sintomas para buscar atendimento o mais rápido possível. Um infarto pode ser identificado a partir de uma dor de forte intensidade no peito, que surge em repouso, associada com náusea ou suor frio, podendo se irradiar para o pescoço ou braços. O AVC se manifesta principalmente pela perda de força ou sensibilidade em uma metade do corpo e dificuldade para falar.

A pessoa que já tem algum tipo de problema cardíaco, precisa se resguardar e ficar atenta aos sintomas. Não é recomendável ficar excessivamente em contato com as notícias relacionadas à calamidade do momento. E, muito importante, não descuidar do seu tratamento, especialmente, porque o acesso ao atendimento de urgência/emergência pode ser mais complicado em situações de catástrofe climática.

A partir desse desastre ocorrido no Japão foi gerado um score, que prediz o risco de a pessoa morrer por doenças cardiovasculares durante uma tragédia natural. São considerados os seguintes fatores: idade maior ou igual a 75 anos, se a moradia ou a vizinhança foram atingidas pela intempérie, se algum familiar faleceu ou foi hospitalizado, além de fatores de risco clássicos, como a presença de hipertensão, diabetes ou doença cardíaca pré-existente. Tendo quatro ou mais desses fatores, já existe um aumento significativo do risco cardíaco, em função de todo o estresse gerado pela situação.

A parte emocional é muito importante. O que conta nessa hora difícil é a capacidade da pessoa de lidar com situações adversas, com o estresse e a ansiedade, na medida do possível.

Cardiologista Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre capa 190524



O Dr. Gilberto Lahorgue Nunes participou na última semana (dias 30/11 e 01/12) da 23ª edição do CardioInterv – Simpósio Internacional de Cardiologia Intervencionista, um dos principais eventos científicos brasileiros sobre tratamentos cardiológicos por cateter, realizado no Hospital Cardiológico Costantini, em Curitiba, PR.

No Simpósio, o Dr. Gilberto teve a oportunidade de coordenar uma mesa redonda durante a qual foram apresentados e discutidos procedimentos por cateter para o tratamento de diversos tipos de doenças cardíacas, incluindo disfunções de válvulas cardíacas e de estenoses coronarianas complexas. Além disso, durante o evento, foram discutidos novos tratamento e técnicas por cateter que irão permitir que, cada vez mais, doenças cardíacas complexas possam ser abordadas de maneira menos invasiva, sem necessidade de cirurgia.

Importante ressaltar que essa reunião científica contou com a participação de diversos especialistas da América Latina, Europa e Estados Unidos. Participaram, de maneira virtual, ícones da espacialidade, como o Dr. Alain Cribier, da França (pioneiro no implante por cateter de válvulas cardíacas), o Dr. Gregg Stone, dos Estados Unidos (responsável por alguns dos trabalhos científicos mais importantes da Cardiologia Intervencionista), e o Dr. Horst Sievert, da Alemanha (pioneiro em vários tratamentos por cateter, incluindo a oclusão do apêndice atrial esquerdo).

Também participaram do evento, de maneira presencial, a Dra. Akiko Maehara, dos Estados Unidos (referência mundial em exames de imagem intravasculares como o ultrassom intracoronário e a tomografia de coerência ótica), e o Dr. Antonio Colombo, de Milão, Itália, um dos Cardiologistas Intervencionistas mais importantes da história. Foi graças ao trabalho do Dr. Colombo que a técnica de implante dos stents coronários farmacológicos foi aprimorada, praticamente eliminando as suas complicações imediatas e tornando possível a expansão das suas indicações para a maioria dos pacientes portadores de obstruções das coronárias (como se observa atualmente).

Cardiologista Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre 041223 Foto com Dr. Colombo 2 no CardioIntervNa foto, da esquerda para a direita, Dr. João Eduardo Tinoco (Linhares, Espírito Santo), Dr. Gilberto Lahorgue Nunes, Dr. Antonio Colombo e Dr. Breno Falcão (Fortaleza, Ceará).


Dr. Gilberto Nunes | Clínica Cardiologista Porto Alegre