março 2026 | Dr. Gilberto Nunes Cardiologista Porto Alegre março 2026 | Dr. Gilberto Nunes Cardiologista Porto Alegre

Notícias Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre Infarto em mulheres sintomas fatores hormonais e prevencao apos a menopausaNo mês dedicado à valorização e à saúde da mulher, um alerta merece atenção: as doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte entre mulheres no mundo. E, diferente do que muitos ainda imaginam, o coração feminino tem particularidades importantes — nos sintomas, na influência hormonal e na prevenção.

Nem sempre é “aquela dor no peito” – Ao contrário do padrão clássico descrito nos homens, o infarto na mulher pode se manifestar de forma mais silenciosa ou atípica.
Os sinais mais comuns incluem:
– Desconforto ou pressão no peito (nem sempre intensa)
– Dor no epigástrio, nas costas, mandíbula, pescoço ou braço
– Falta de ar
– Náuseas ou vômitos
– Tontura
– Fadiga extrema e súbita
– Suor frio

Muitas mulheres interpretam esses sintomas como ansiedade, estresse ou problemas gastrointestinais — o que pode atrasar o diagnóstico. E, em cardiologia, tempo é músculo: quanto mais rápido o atendimento, maior a chance de preservar o coração.
Durante a fase reprodutiva, o estrogênio exerce um efeito protetor sobre o sistema cardiovascular. Esse hormônio contribui para:
– Melhor controle do colesterol
– Maior flexibilidade dos vasos sanguíneos
– Redução da formação de placas de gordura nas artérias

Por isso, antes da menopausa, as mulheres tendem a apresentar menor risco cardiovascular em comparação aos homens da mesma idade. No entanto, essa proteção não é absoluta — fatores como tabagismo, sedentarismo, hipertensão, diabetes, obesidade e estresse anulam esse benefício.
Pós-menopausa: o risco cardiovascular aumenta – Com a chegada da menopausa, há uma queda significativa dos níveis de estrogênio. A partir daí, o risco cardiovascular da mulher aumenta progressivamente e pode se equiparar ao dos homens. É nesse momento que a prevenção deixa de ser opcional.

Principais cuidados nessa fase:
– Monitorar pressão arterial regularmente
– Controlar colesterol e glicemia
– Manter peso saudável
– Praticar atividade física de forma contínua
– Adotar alimentação equilibrada
– Avaliar, com acompanhamento médico, o risco cardiovascular individual

A menopausa não é o problema — o risco está em ignorar as mudanças metabólicas que ela provoca.
A mulher costuma cuidar de todos ao seu redor. Mas, quando o assunto é saúde cardiovascular, precisa se colocar no centro da própria agenda. Informação salva vidas. Reconhecer sintomas, entender as mudanças hormonais e investir em prevenção são decisões que fazem diferença no longo prazo.

Porque o coração da mulher tem suas particularidades — e merece atenção especial.



Notícias Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre Novidades da Cardiologia em 2026 tecnologia precisao e menos invasaoA cardiologia segue avançando em ritmo acelerado e o ano de 2026 consolida uma tendência clara: procedimentos cada vez menos invasivos, mais precisos e apoiados por tecnologia de ponta.
Entre os principais destaques estão as novas válvulas cardíacas implantadas por cateter, ampliando as opções para pacientes com doenças do coração. As próteses mitrais e tricúspides ganham espaço, além de válvulas aórticas desenvolvidas especificamente para o tratamento da insuficiência aórtica. A evolução da TAVI (implante transcateter de válvula aórtica) também amplia indicações e resultados, beneficiando um número maior de pacientes com risco cirúrgico variado.
Outro avanço relevante é a integração de imagens no laboratório de cateterismo. A fusão de exames como ecocardiograma e tomografia permite maior precisão durante os procedimentos. Soma-se a isso o uso cada vez mais disseminado da inteligência artificial, que auxilia na análise de imagens, planejamento terapêutico e tomada de decisão clínica.

Os stents coronários bioabsorvíveis ressurgem com novas tecnologias e promessas de melhor desempenho a longo prazo, reforçando a busca por soluções que tratem a obstrução sem deixar estruturas permanentes no organismo.
Na área do tratamento por cateter da miocardiopatia hipertrófica, cresce a disseminação do emprego de agentes embolizantes menos agressivos e mais seguros do que o álcool absoluto. O Onyx (espécie de “cola” que já é amplamente utilizada na Neurologia para o tratamento dos aneurismas cerebrais) tem sido cada vez mais utilizado com resultados extremamente animadores e com menos complicações, ampliando alternativas menos invasivas para pacientes selecionados.
Por fim, a cirurgia cardíaca robótica avança em indicação e consolidação, trazendo mais precisão, menor trauma cirúrgico e recuperação potencialmente mais rápida.
Em resumo: a cardiologia em 2026 combina inovação tecnológica, personalização do tratamento e foco em segurança, ampliando as possibilidades terapêuticas e os resultados para os pacientes.

 


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