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Infarto Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre ANVISA amplia uso da semaglutidaA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), órgão responsável pela aprovação do uso de medicamentos e produtos no Brasil, anunciou a ampliação das indicações da semaglutida no país. Inicialmente aprovada para o controle do diabetes tipo 2 em adultos, a medicação passa agora a ser indicada também para a prevenção de eventos cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

A nova indicação se destina a pacientes não diabéticos, mas com doença cardiovascular já estabelecida, que apresentem obesidade ou sobrepeso.

Essa ampliação baseia-se nos resultados do estudo clínico randomizado SELECT, publicado em novembro de 2023 na revista científica New England Journal of Medicine. O estudo incluiu pacientes com idade superior a 44 anos, portadores de obesidade ou sobrepeso (índice de massa corporal, IMC > 27*) e com histórico prévio de infarto do miocárdio (IAM), AVC ou doença aterosclerótica vascular periférica sintomática — como obstruções nas artérias das pernas associadas à dor ao caminhar.

Mais de 17 mil pacientes participaram do estudo. Eles foram alocados de forma aleatória e cega — ou seja, nem médicos nem pacientes sabiam qual tratamento estava sendo administrado — para receber semaglutida na dose de 2,4 mg, por meio de injeção subcutânea a cada duas semanas, ou placebo (substância inerte). O acompanhamento ocorreu por aproximadamente 40 meses. Ao final desse período, observou-se uma redução de 20% no desfecho combinado de morte cardiovascular, infarto não fatal e AVC não fatal no grupo tratado com semaglutida.

Os resultados reforçam o papel da semaglutida na redução do peso corporal quando associada à dieta e à prática regular de atividade física. A perda média de peso observada no estudo foi de 9%. Além disso, os achados indicam um benefício adicional do medicamento na redução de novos infartos e AVCs em pacientes com doença cardiovascular pré-existente, quando utilizado em conjunto com terapias já consagradas, como aspirina, medicamentos anti-hipertensivos e estatinas (utilizadas para redução do colesterol).

Entretanto, alguns pontos importantes merecem destaque. Em primeiro lugar, o estudo foi patrocinado pelo fabricante da semaglutida, que também participou do desenho do protocolo. Pesquisas com forte envolvimento da indústria estão sempre sujeitas a potenciais conflitos de interesse.

Em segundo lugar, os resultados se aplicam exclusivamente à prevenção secundária de eventos cardiovasculares, ou seja, à prevenção de novos eventos em pacientes que já possuem doença cardiovascular estabelecida e que também apresentam obesidade ou sobrepeso. Dessa forma, os achados não se aplicam a pessoas sem histórico prévio de doença cardiovascular, com idade inferior a 45 anos ou com IMC inferior a 27.

*O IMC é obtido dividindo-se o peso (kg) pela altura (em metros) ao quadrado (peso/altura²).



Infarto Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre Diagnosticos mais rapidos procedimentos mais seguros a IA como aliada da cardiologia intervencionista

A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser promessa para virar prática diária — e na cardiologia, isso já é realidade operacional. Na prática clínica do Dr. Gilberto Lahorgue Nunes, a IA já é ferramenta ativa de decisão, diagnóstico e performance em procedimentos cardiológicos avançados. Para o cardiologista intervencionista, especialista em cateterismo e terapias minimamente invasivas, a tecnologia não chegou para dividir espaço com a medicina — chegou para elevar o padrão de cuidado, precisão e segurança do paciente.

Segundo o médico, a IA já atua na linha de frente, muitas vezes sem o paciente perceber. Relógios inteligentes capazes de detectar arritmias, por exemplo, utilizam algoritmos para identificar padrões anormais de batimentos. “A população já usa IA na saúde sem se dar conta. Ela está integrada desde as soluções mais simples até as mais complexas”, reforça.

No ambiente clínico, essa presença se aprofunda. Estetoscópios digitais, aliados a sistemas inteligentes, captam sons cardíacos e, em segundos, interpretam o tipo de sopro e a possível válvula comprometida. O que antes exigia raciocínio clínico exclusivo, agora chega como diagnóstico assistido — com velocidade e precisão.

Essa mesma lógica se aplica ao eletrocardiograma. Estudos recentes demonstram que a acurácia da IA na leitura de exames já supera a análise isolada de especialistas. “O médico apoiado por IA acerta mais. Ganha performance e precisão”, resume. A tendência é clara: algoritmos integrados a emergências auxiliando na identificação precoce de infartos estão cada vez mais próximos de se tornarem padrão.

E o avanço não para no diagnóstico. Ferramentas baseadas em dados clínicos e comportamentais já auxiliam médicos a orientar prevenção em pacientes de risco, como diabéticos, com resultados equivalentes — e em alguns cenários superiores — ao aconselhamento humano tradicional.

Na cardiologia intervencionista, área de atuação direta do Dr. Gilberto, a IA já é uma peça do procedimento. Plataformas embarcadas em salas de hemodinâmica calculam variáveis e indicam parâmetros em tempo real, sem que o médico precise interromper a intervenção. “Isso significa menos tempo de procedimento, mais agilidade e menor risco de complicações. No fim, é mais segurança para o paciente”.

A capacidade de cruzar e processar milhares de dados permite também identificar perfis de maior risco, personalizando condutas com precisão inédita. Para o cardiologista, o próximo capítulo inclui telecirurgias assistidas por robôs e protocolos inteligentes integrados a hospitais e clínicas. “As possibilidades são imensas. É um novo mundo — e não tem volta”.

A maior barreira? Aceitar que a IA não é acessório, é pilar estratégico da prática médica. “A tecnologia não substitui o médico, mas o médico que usa IA vai substituir o que não usa”, enfatiza.

Na visão do especialista, a medicina caminha para o equilíbrio definitivo entre experiência humana e performance digital. E quem sai ganhando, claro, é o paciente.



Nos últimos anos, os cardiologistas têm voltado a atenção para uma molécula chamada Lipoproteína(a), ou Lp(a) — considerada por muitos especialistas a nova vilã do coração. Trata-se de uma partícula de gordura no sangue semelhante ao colesterol “ruim” (LDL), mas com uma diferença importante: ela possui uma proteína extra que a torna mais agressiva aos vasos sanguíneos. Esse componente adicional facilita a formação de placas de gordura e de coágulos, o que aumenta o risco de infarto e AVC, mesmo em pessoas com colesterol aparentemente controlado.

O alerta está na Nova Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, apresentada pela SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) em setembro. Um risco que vem dos genes – Diferente do colesterol tradicional, os níveis de Lp(a) são determinados pela genética — ou seja, não mudam muito com dieta, exercícios ou remédios já conhecidos. Por isso, uma pessoa pode ter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas e, ainda assim, apresentar níveis elevados dessa molécula.

Quem deve ficar atento
A dosagem da Lp(a) deve ser considerada em casos de:
* Histórico familiar de doenças cardíacas precoces.
* Infarto ou AVC em pessoas com colesterol normal.
* Aterosclerose detectada em exames, sem causa aparente.

Mesmo sem medicamentos específicos aprovados para reduzir a Lp(a), é essencial controlar todos os outros fatores de risco cardiovascular — como colesterol LDL, pressão alta, glicemia, tabagismo e excesso de peso.

Ensaios clínicos estão em andamento para desenvolver terapias voltadas exclusivamente à redução da Lp(a), o que representa uma nova fronteira da cardiologia preventiva.
“Mesmo com o colesterol sob controle, pode existir um risco oculto. O exame da Lipoproteína(a) ajuda a identificar esse perigo silencioso e orientar a prevenção de forma mais personalizada”, explica o cardiologista intervencionista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes.



Controle da pressão arterial reforçam que hábitos saudáveis são fundamentais para manter a pressão sob controle e dieta DASH é um deles: plano alimentar criado especialmente para reduzir a hipertensão, com foco em frutas, verduras, grãos integrais e redução de sal.

Controle da pressão arterial

A pressão arterial elevada continua sendo um dos maiores fatores de risco para doenças do coração, derrames e até mesmo demência. Por isso, as sociedades médicas internacionais revisaram recentemente as orientações para diagnóstico e tratamento da hipertensão.
Se, mesmo após 3 a 6 meses de mudanças no estilo de vida — como melhorar a alimentação, praticar exercícios e controlar o peso — a pressão arterial continuar em 130/80 mmHg ou mais, o uso de medicamentos deve ser considerado.
Em algumas situações, como em pessoas com diabetes, doença renal crônica ou alto risco cardiovascular, a recomendação é iniciar a medicação de imediato, sem esperar esse período de ajustes.
Estilo de vida: o primeiro passo
As novas diretrizes reforçam que hábitos saudáveis são fundamentais para manter a pressão sob controle:
• Dieta DASH: plano alimentar criado especialmente para reduzir a hipertensão, com foco em frutas, verduras, grãos integrais e redução de sal.
• Exercícios físicos: manter-se ativo ajuda a baixar a pressão e prevenir outras doenças.
• Controle do peso e do estresse: perder alguns quilos e adotar práticas de relaxamento já fazem diferença.
Um ponto importante das novas recomendações é a relação entre pressão alta e declínio cognitivo. Tratar corretamente a hipertensão ajuda a reduzir o risco de demência e outras complicações graves.
A pressão arterial precisa de atenção constante. Pequenas mudanças no dia a dia, associadas ao acompanhamento médico, podem evitar complicações sérias no futuro.


Nos últimos anos, medicamentos injetáveis para controle glicêmico — originalmente indicados para diabetes tipo 2, mas amplamente usados também para controle de peso — passaram a fazer parte da rotina de muitos pacientes. E isso traz um alerta importante, especialmente quando esses pacientes precisam realizar procedimentos com sedação, como o cateterismo cardíaco.

O que pouca gente sabe é que o semaglutida, princípio ativo do medicamento, retarda o esvaziamento do estômago. Essa ação, embora benéfica para o controle glicêmico e da saciedade, pode aumentar o risco de complicações durante a sedação — como refluxo e broncoaspiração, que ocorrem quando o conteúdo do estômago vai para os pulmões. Por isso, o anestesista ou cardiologista precisa saber se o paciente está usando esse tipo de medicamento.

Em muitos casos, o ideal é suspender o uso alguns dias antes do procedimento, sob orientação médica. Não se trata de um risco cardíaco direto causado pelo medicamento, mas sim de uma interação perigosa com os anestésicos, especialmente em procedimentos que exigem jejum e controle rigoroso da via aérea.

O recado é claro: informe sempre todos os medicamentos em uso, mesmo que não sejam “para o coração”. A interação entre fármacos pode ter impacto direto na segurança do procedimento.
E lembre-se: automedicação nunca é uma boa ideia — especialmente com medicamentos de uso contínuo, que interferem em diferentes sistemas do corpo.



Nossa experiência com a nova técnica de tratamento por cateter da miocardiopatia hipertrófica obstrutiva (MCHO) segue avançando. Após realizarmos o primeiro caso de embolização com o agente Onyx no Rio Grande do Sul, em novembro de 2022, continuamos aplicando essa abordagem inovadora com ótimos resultados.
A MCHO é uma condição caracterizada por um espessamento anormal do septo interventricular, que leva à obstrução dinâmica da via de saída do ventrículo esquerdo. Isso pode provocar sintomas importantes como falta de ar, dor no peito (angina) e desmaios (síncope).
Nesse final de semana, tratamos um caso particularmente desafiador: uma paciente de 80 anos, portadora de MCHO associada à estenose da válvula aórtica — duas condições que, juntas, geravam uma significativa limitação ao fluxo sanguíneo do coração.
Para reduzir o risco de complicações durante o futuro implante transcateter da válvula aórtica (TAVI), optamos por tratar inicialmente a MCHO por cateter, utilizando a técnica desenvolvida pelo Dr. Sydney Munhoz, de Cuiabá. Nessa abordagem, ramos septais são ocluídos com o agente embolizante Onyx®, originalmente usado no tratamento de aneurismas cerebrais. Diferentemente da técnica convencional com álcool absoluto, essa nova metodologia permite maior precisão, menor índice de complicações e a possibilidade de tratar múltiplos vasos em um único procedimento.
Nesse caso, realizamos a embolização de dois ramos septais, com excelente resposta: a obstrução dinâmica foi significativamente reduzida, com queda do gradiente sistólico intraventricular de 118 mmHg para 18 mmHg. A paciente apresentou boa evolução clínica, sem qualquer complicação.
O próximo passo será a realização do TAVI, programado para ocorrer dentro de 30 dias.
Casos como esse demonstram como a combinação entre conhecimento, técnica e inovação pode ampliar as possibilidades terapêuticas, mesmo em situações de alta complexidade.

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Infarto Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre 05032025 GZH Artigo Obesidade doenca ou fator de risco montagem

Embora classificada como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS), existe um grande debate sobre se é adequado considerar a obesidade isoladamente como uma patologia. A obesidade é um reconhecido fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes, porém nem todos os obesos possuem níveis elevados de pressão arterial, glicose ou do colesterol.

Será que é correto definir estes pacientes como doentes? Muito provavelmente não, mas a controvérsia continua. Outro problema relevante são as limitações do índice de massa corporal (IMC) como definidor do diagnóstico de obesidade, por poder tanto superestimar quanto subestimar o excesso de adiposidade.

Devido às fragilidades do IMC, foi recentemente proposta pela Comissão de Diabetes e Endocrinologia da revista científica Lancet uma nova definição de obesidade, que requer a avaliação por pelo menos dois métodos antropométricos (IMC e circunferência abdominal, por exemplo), além de evidências clínicas de limitação funcional (dificuldade de locomoção, por exemplo) ou de dano a um órgão (linfedema, apneia do sono etc.).

Colocando em termos simples: essa nova classificação permite separar a obesidade fator de risco da obesidade doença (dano orgânico estabelecido). Além de melhorar a acurácia do diagnóstico, essa nova classificação evita a estigmatização de pessoas saudáveis, mas com excesso de adiposidade. Embora inovador, esse conceito não deve ser estendido a outros fatores de risco clássicos para as doenças cardiovasculares.

Níveis sustentadamente elevados da pressão arterial (acima de 120/80 mmHg) e da glicose (acima de 126 mg/dl) produzem efeitos deletérios sobre o nosso organismo (mesmo na ausência de sintomas) e requerem tratamento precoce visando evitar complicações (infarto, AVC) ou dano orgânico irreversível. Nesses casos, o diagnóstico de hipertensão arterial e diabetes fica estabelecido e o tratamento precoce deve ser instituído, mesmo na ausência de sintomas.



Diante de tudo que vem acontecendo no Rio Grande do Sul, a gente precisa falar de saúde. Desde o começo de maio, a maior enchente já vista no estado tem deixado as pessoas apreensivas, sofrendo de estresse com a pressão diária provocada por tantas perdas causadas pelo avanço das águas. Em seu quadro no Programa da Regina (domingos, 18h, MasperTV, no 575 da TV aberta 575 e no 520 da Claro TV), no último domingo, o cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes abordou o impacto de situações de desastres climáticos no coração.

Existe uma correlação importante entre catástrofes e manifestações de doenças cardiovasculares. Evidências cientificas mostram que desastres naturais, como as inundações que nós estamos passando aqui, fazem surgir ou agravar doenças cardiovasculares. A pessoa pode ter uma primeira manifestação de uma doença cardíaca, como um infarto, ou um agravamento de um doença pré-existente. Isso está relacionado principalmente ao estresse e à dificuldade de acesso às medicações de uso contínuo.

Em 2011, um grande terremoto no Japão devastou uma área significativa do país. Nas semanas seguintes ao evento, observou-se um crescimento relevante no número de mortes e paradas cardíacas por causas cardiovasculares.

Situações de estresse coletivo levam a uma alteração metabólica nas pessoas. Ansiedade gera taquicardia, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, e isso, por si só, já ajuda a desencadear um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC).

ATENÇÃO AOS SINTOMAS

É fundamental as pessoas observarem os sintomas para buscar atendimento o mais rápido possível. Um infarto pode ser identificado a partir de uma dor de forte intensidade no peito, que surge em repouso, associada com náusea ou suor frio, podendo se irradiar para o pescoço ou braços. O AVC se manifesta principalmente pela perda de força ou sensibilidade em uma metade do corpo e dificuldade para falar.

A pessoa que já tem algum tipo de problema cardíaco, precisa se resguardar e ficar atenta aos sintomas. Não é recomendável ficar excessivamente em contato com as notícias relacionadas à calamidade do momento. E, muito importante, não descuidar do seu tratamento, especialmente, porque o acesso ao atendimento de urgência/emergência pode ser mais complicado em situações de catástrofe climática.

A partir desse desastre ocorrido no Japão foi gerado um score, que prediz o risco de a pessoa morrer por doenças cardiovasculares durante uma tragédia natural. São considerados os seguintes fatores: idade maior ou igual a 75 anos, se a moradia ou a vizinhança foram atingidas pela intempérie, se algum familiar faleceu ou foi hospitalizado, além de fatores de risco clássicos, como a presença de hipertensão, diabetes ou doença cardíaca pré-existente. Tendo quatro ou mais desses fatores, já existe um aumento significativo do risco cardíaco, em função de todo o estresse gerado pela situação.

A parte emocional é muito importante. O que conta nessa hora difícil é a capacidade da pessoa de lidar com situações adversas, com o estresse e a ansiedade, na medida do possível.

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O Dr. Gilberto Lahorgue Nunes participou na última semana (dias 30/11 e 01/12) da 23ª edição do CardioInterv – Simpósio Internacional de Cardiologia Intervencionista, um dos principais eventos científicos brasileiros sobre tratamentos cardiológicos por cateter, realizado no Hospital Cardiológico Costantini, em Curitiba, PR.

No Simpósio, o Dr. Gilberto teve a oportunidade de coordenar uma mesa redonda durante a qual foram apresentados e discutidos procedimentos por cateter para o tratamento de diversos tipos de doenças cardíacas, incluindo disfunções de válvulas cardíacas e de estenoses coronarianas complexas. Além disso, durante o evento, foram discutidos novos tratamento e técnicas por cateter que irão permitir que, cada vez mais, doenças cardíacas complexas possam ser abordadas de maneira menos invasiva, sem necessidade de cirurgia.

Importante ressaltar que essa reunião científica contou com a participação de diversos especialistas da América Latina, Europa e Estados Unidos. Participaram, de maneira virtual, ícones da espacialidade, como o Dr. Alain Cribier, da França (pioneiro no implante por cateter de válvulas cardíacas), o Dr. Gregg Stone, dos Estados Unidos (responsável por alguns dos trabalhos científicos mais importantes da Cardiologia Intervencionista), e o Dr. Horst Sievert, da Alemanha (pioneiro em vários tratamentos por cateter, incluindo a oclusão do apêndice atrial esquerdo).

Também participaram do evento, de maneira presencial, a Dra. Akiko Maehara, dos Estados Unidos (referência mundial em exames de imagem intravasculares como o ultrassom intracoronário e a tomografia de coerência ótica), e o Dr. Antonio Colombo, de Milão, Itália, um dos Cardiologistas Intervencionistas mais importantes da história. Foi graças ao trabalho do Dr. Colombo que a técnica de implante dos stents coronários farmacológicos foi aprimorada, praticamente eliminando as suas complicações imediatas e tornando possível a expansão das suas indicações para a maioria dos pacientes portadores de obstruções das coronárias (como se observa atualmente).

Infarto Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre 041223 Foto com Dr. Colombo 2 no CardioIntervNa foto, da esquerda para a direita, Dr. João Eduardo Tinoco (Linhares, Espírito Santo), Dr. Gilberto Lahorgue Nunes, Dr. Antonio Colombo e Dr. Breno Falcão (Fortaleza, Ceará).



Indicado como alternativa para pacientes que não toleram anticoagulantes ou com alto risco para sangramento, ou ainda que apresentaram sangramento importante durante o uso desses medicamentos, o fechamento do apêndice atrial esquerdo por cateter é tão eficaz quanto e mais seguro do que a anticoagulação na prevenção do acidente vascular cerebral (AVC) em pacientes que apresentam um risco mais elevado de ocorrência de sangramento, como os idosos.

Esse foi o foco do evento realizado pelo Dr. Gilberto Lahorgue Nunes na última quarta-feira, 22 de novembro, que coordenou o debate sobre o tema com cardiologistas clínicos. Como palestrante convidado, o diretor clínico da CardioRitmo (de São José dos Campos, SP), Dr. Eduardo Rodrigues Bento Cunha, especialista em estimulação cardíaca artificial e eletrofisiologia invasiva.

O procedimento é indicado em pacientes portadores de uma arritmia chamada fibrilação atrial. Essa arritmia provoca acúmulo de coágulos dentro do apêndice do átrio esquerdo, que podem se deslocar, entrar na corrente sanguínea e migrar para o cérebro, provocando um AVC. A técnica foi desenvolvida para fazer o isolamento desse apêndice, de maneira que não exista a formação de coágulos nem a embolização para o cérebro. A vantagem desse tratamento por cateter é que ele é tão eficaz para a prevenção do AVC quanto o tratamento convencional utilizando medicamentos anticoagulantes, porém sem estar associado ao risco de sangramentos.

“O encontro serviu para discutir as indicações atuais, a seleção de pacientes que podem se beneficiar da oclusão do apêndice atrial esquerdo por cateter e os resultados tanto imediatos quanto tardios dessa técnica. Houve troca de experiências e debate com os cardiologistas clínicos, incentivando-os a considerarem esse tipo de procedimento no manejo dos pacientes que portadores da fibrilação atrial”, comentou o Dr. Gilberto.

O evento contou com o apoio científico da empresa Boston Scientific.

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Dr. Gilberto Nunes | Clínica Cardiologista Porto Alegre