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O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes esclarece que esse é um procedimento bem menos complexo, geralmente realizado com sedação leve. Confira mais detalhes no post desta semana.

O implante de válvula aórtica por cateter, atualmente, é um procedimento bem menos complexo do que quando ele foi inicialmente proposto.

A grande maioria dos casos é possível fazer esse tipo de implante com uma sedação leve, sem a necessidade de anestesia geral. O acesso vascular é feito através de punção de artérias localizadas na região da virilha, ao contrário do que se fazia inicialmente, quando se fazia uma exposição cirúrgica dessas artérias.

Na maioria dos casos, hoje em dia, o procedimento demora entre 60 e 120 minutos para ser realizado. O paciente acorda imediatamente após o final do processo e, geralmente, fica um período de 12 horas numa unidade de terapia intensiva ou numa sala de recuperação, onde possa ser monitorizado o seu eletrocardiograma e a sua pressão arterial. No dia seguinte, o paciente é liberado para o quarto e, na maioria das vezes, com um ou dois dias de internação, é liberado para casa e pode retomar as suas atividades normais em um período muito curto de tempo.

Cabe ressaltar que a recuperação desse implante da válvula aórtica por cateter é muito mais rápido e menos traumático do que a alternativa que existia até o surgimento dessa nova técnica, que era a cirurgia de troca valvar com a abertura do tórax.

Aspecto angiográfico final de prótese aórtica auto-expansível implantada por cateter.
Aspecto angiográfico final de prótese aórtica expansível por balão implantada por cateter.

 



Uma das preocupações dos pacientes é o risco de complicações que um exame invasivo como o cateterismo pode trazer. O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes esclarece sobre a segurança do procedimento.

O cateterismo cardíaco diagnóstico é um exame seguro e associado a baixíssimo risco de complicações na maioria dos casos. Entretanto, em pacientes internados e que estejam em situação clínica instável, o risco de complicações pode ser maior devido ao estado clínico do paciente.

As complicações mais frequentes são o sangramento no local da punção da artéria, as reações alérgicas ao contraste e as arritmias cardíacas. Complicações graves, como o infarto, o acidente vascular cerebral e a morte durante o exame são extremamente raras, ocorrendo em menos de 1% dos casos.

O cateterismo terapêutico (no qual é feito um tratamento por cateter), por sua vez, também é seguro e associado a baixas taxas de complicações. A ocorrência dessas, a exemplo do observado no cateterismo diagnóstico, estão mais relacionadas à dependência da situação clínica do paciente do que do procedimento em si.



Esta é mais uma pergunta frequente entre os pacientes da clínica de cardiologia Gilberto Nunes. O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes esclarece que são procedimentos distintos.

Cintilografia do miocárdio e cateterismo são exames distintos. A cintilografia do miocárdio é um exame não invasivo que procura detectar a falta de irrigação (isquemia) em alguma região do músculo cardíaco. Se a isquemia estiver presente, é bastante provável que exista uma ou mais artérias coronárias com obstruções. Essa suspeita deve ser então confirmada com a realização do cateterismo cardíaco, que visualiza diretamente as coronárias.

Em pacientes com angina crônica (ou seja, com sintomas que surgem exclusivamente com o esforço físico), geralmente indica-se a realização, inicialmente, da cintilografia. Já em pacientes com sintomas muito intensos e limitantes, naqueles que apresentam angina instável (dor em repouso) ou com infarto do miocárdio, a indicação é partir diretamente para o cateterismo.

 

 

 

 



O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes esclarece mais uma pergunta frequente de seus pacientes.

A angioplastia coronária representa o tratamento de uma obstrução em uma artéria coronária (que são os vasos que irrigam o músculo cardíaco) através da dilatação com um cateter-balão que é inflado no local do estreitamento.

Atualmente, praticamente a totalidade das angioplastias é realizada com o implante de um stent coronário associado, ou seja, uma pequena prótese metálica que é colocada no lugar da obstrução, mantendo a coronária desobstruída.

Esse procedimento possui resultados muito superiores aos obtidos apenas com a dilatação por balão. Além disso, a maioria das próteses implantadas hoje em dia são stents farmacológicos e que vêm impregnados com uma substância que previne a cicatrização excessiva, chamada reestenose. Esse processo pode levar a reobstrução da coronária ao longo dos meses subsequentes ao procedimento.

 

Saiba mais sobre como é a recuperação de uma angioplastia coronária.



 

O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes explica mais uma dúvida frequente entre seus pacientes.

A angioplastia coronária representa o tratamento de uma obstrução em uma artéria coronária, que são as artérias que irrigam o músculo cardíaco.

Como funciona a angioplastia – Hoje em dia, praticamente todas as angioplastias são realizadas com o implante de um stent coronário associado, ou seja, uma pequena prótese metálica que é colocada no lugar da obstrução. Esse procedimento possui resultados muito superiores aos obtidos apenas com a dilatação por balão.
Além disso, a maioria das próteses implantadas são stents farmacológicos, que vêm impregnados com uma substância que previne a cicatrização excessiva, chamada reestenose. Esse processo pode levar a reobstrução da coronária ao longo dos meses subsequentes ao procedimento.

 



O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes explica a diferença entre um procedimento e outro.

Cateterismo é o nome genérico que se dá a qualquer procedimento por cateter. Geralmente se refere ao exame diagnóstico feito para verificar se as artérias coronárias possuem alguma obstrução ou não. Nesse caso, é chamado de cinecoronariografia.

Já a angioplastia representa o tratamento de uma obstrução em uma coronária. É um procedimento no qual uma obstrução de coronária, detectada durante um cateterismo diagnóstico, é tratada ou no mesmo processo ou em outro subsequente. Utiliza-se, então, um balão para fazer a dilatação dessa lesão e, posteriormente, se implanta uma prótese metálica chamada stent coronário.



Dieta após cateterismo: outra dúvida que surge entre pacientes da clínica Dr. Gilberto Lahorgue Nunes.
Confira a orientação do médico cardiologista.

O que pode comer depois de fazer cateterismo? Essa é uma pergunta frequente dos pacientes da Clínica Dr. Gilberto Lahorgue Nunes.

O médico cardiologista destaca que o mais importante é a recomendação com relação ao período que antecede ao cateterismo.
Depois do procedimento, o paciente pode voltar à sua dieta habitual.
O que se recomenda é que, antes da realização do cateterismo, a pessoa fique em jejum por um período de 8 horas. Isso porque esse exame ou tratamento, na maioria das vezes, é realizado com acompanhamento anestésico e uma sedação leve.
Para evitar a ocorrência de náusea ou de vômito é que se pede que o paciente que vai se submeter ao cateterismo faça o jejum de 8 horas antes do horário marcado para o exame.
Após a realização do procedimento, o indivíduo pode retornar para sua dieta de sempre, que pode ser tanto a normal quanto a dieta específica prescrita pelo seu médico.



Quem faz cateterismo pode beber cerveja? Mais uma dúvida trazida por pacientes da Clínica Dr. Gilberto Lahorgue Nunes.

O médico cardiologista explica que uma coisa não influencia na outra.

Sim, quem faz cateterismo pode beber cerveja. O consumo de álcool não tem nenhuma influência sobre o cateterismo cardíaco.

Beber não vai aumentar o risco de sangramento nem de ter uma cicatrização inadequada do local em que foi feita a punção.

Evidentemente, que o consumo de álcool precisa ser regrado. Não pode ser um consumo excessivo, porque isso traz consequências prejudiciais. Além do coração, o consumo exagerado de álcool pode afetar outros órgãos, como o fígado, por exemplo.

Interferência direta do ato de beber álcool após, ou antes, de fazer um cateterismo não existe.

 



Essa é mais uma dúvida frequente que surge entre os pacientes da clínica Dr. Gilberto Lahorgue Nunes. O médico cardiologista esclarece que depende do objetivo da realização do cateterismo, se para diagnóstico ou se para tratamento.

Confira as orientações:

Se for um cateterismo para diagnóstico, o que se recomenda é não pegar peso no dia em que o exame foi realizado. A partir do dia seguinte, pode se retornar às atividades usuais.

Se for um cateterismo para realização de um tratamento de doença cardíaca, a possibilidade de pegar peso vai depender das seguintes situações:

  • O tipo de doença
  • Se o procedimento foi bem sucedido
  • Se o problema foi completamente resolvido
  • Se não houve nenhuma complicação durante a internação hospitalar, que geralmente dura, pelo menos, 24 horas após a realização do procedimento.

Se o tratamento foi bem-sucedido e o problema resolvido, é possível voltar a pegar peso em poucos dias após a alta hospitalar.



O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes esclarece mais uma dúv ida frequente de seus pacientes.

Para voltar a correr após um cateterismo, vai depender do objetivo desse procedimento: se foi um cateterismo para diagnóstico ou se foi para se realizar o tratamento de alguma doença cardíaca.

No caso do cateterismo diagnóstico, recomenda-se que as atividades físicas sejam retomadas no dia seguinte ao exame. Isso, se a análise não mostrar nenhum problema cardíaco que necessite de tratamento invasivo.

Quando se refere a um cateterismo realizado para tratamento de alguma doença do coração, depende do resultado dessa intervenção: se o procedimento foi realizado com sucesso, se o problema que motivou o tratamento foi completamente resolvido e, também, de quando a alta do hospital vai ocorrer.

Normalmente, quando se faz um cateterismo para tratamento, é necessário ficar 24 horas internado. A recomendação é de que, estando tudo bem e com o problema resolvido, haja um retorno gradual às atividades físicas, de maneira que, após 15 ou 20 dias após a realização do tratamento, o indivíduo possa retomar as suas atividades físicas totais, ou seja, pode retornar a fazer o que praticava antes, inclusive correr.

 

Créditos: Freepik

 


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