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O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes explica como proceder após o exame.

Uma das perguntas frequentes dos pacientes é se pode trabalhar depois de um cateterismo.

Independentemente da técnica utilizada, seja cateterismo via radial (pelo punho) ou via artéria femoral (pela virilha), no dia em que o procedimento foi realizado, não se deve trabalhar.

Após o cateterismo, é necessário que a pessoa fique um período de observação no hospital, que pode ser de 3 a 4 horas quando feito pelo punho, e de 4 a 6 horas quando pela virilha.

Geralmente, se a atividade profissional requer deslocamento, recomenda-se que isso ocorra no dia seguinte ao exame. Já se for um trabalho em casa, home office, no computador, por exemplo, é possível trabalhar no mesmo dia do procedimento após ser liberado para casa. “Sempre tendo o cuidado de, se o cateterismo tiver sido feito pelo punho, não forçar o braço no qual foi realizado, pegando peso ou digitando durante muito tempo no computador”, ressalta o cardiologista.

No caso de ter sido pela virilha, indica-se para o paciente não caminhar demais e não subir escadas frequentemente. Também é aconselhado, no caso de trabalhar sentado, tentar, na medida do possível, ficar com a perna em que foi feita a punção esticada.

 

Créditos: Katemangostar – Freepik.com

 



O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes ressalta que o tempo de repouso vai depender de por onde foi feito o cateterismo.

Como já abordado em dúvidas anteriores enviadas à nossa clínica, o cateterismo pode ser feito pelo punho (técnica radial) ou pela punção de uma artéria na região da virilha (técnica femoral). O tempo de repouso para o paciente vai depender do local no qual foi feito o procedimento.
Quando o cateterismo é feito pelo punho, o tempo de repouso é geralmente em torno de três a quatro horas, período no qual fica uma pulseira compressiva ou um curativo compressivo colocado no punho. Após esse período, a pulseira é retirada, e o paciente é liberado para casa. É importante ressaltar que durante esse tempo de observação no hospital, o paciente pode ficar sentado, pode se levantar e caminhar, ir ao banheiro, sem necessidade de repouso na cama.
Já quando o cateterismo é feito pela virilha, isso não acontece. O paciente tem que ficar imóvel, deitado, sem mexer a perna na qual foi feita a punção da artéria femoral, por um período que varia de quatro a seis horas. Só depois desse tempo é que o indivíduo é liberado para poder caminhar e, se tudo estiver de acordo com o esperado, então, ele pode ser liberado para casa.



O cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes explica que os cuidados após a realização de um cateterismo estão diretamente relacionados ao local em foi feito o procedimento.

Os cuidados básicos após a realização de um cateterismo estão, geralmente, relacionados ao local no qual foi feita a punção da artéria para a realização do procedimento.

Quando o cateterismo for feito para diagnóstico, normalmente, o paciente fica de duas a três horas no hospital, se for feito pelo punho, e de quatro a seis horas, se feito pela virilha.

Em um cateterismo realizado pela virilha (via artéria femoral), nesse período de repouso a pessoa deve com a perna imóvel, para evitar ocorrência de sangramento no local da punção. Se o cateterismo for pelo braço (via radial), é feito um curativo compressivo, colocada uma pulseira, que vai sendo gradualmente desinsuflada, de maneira que a pessoa pode se movimentar livremente após a realização do procedimento.

Depois que o paciente de um cateterismo pelo punho for liberado para casa, a recomendação é de não fazer grandes esforços com o braço direito, no qual foi feito o exame, nas primeiras 24 horas, ou seja, não dirigir, não pegar peso.

No caso do cateterismo ter sido realizado na virilha, recomenda-se durante esse mesmo período (24 horas) não forçar demais a perna na qual foi realizado o exame, ou seja, não caminhar demais e não subir escadas de maneira frequente.

 



Muitas pessoas se referem a doenças cardíacas como sendo uma veia entupida no coração. O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes esclarece que, inicialmente, é importante fazer uma diferenciação entre o que é veia e o que é artéria.

As veias são os vasos que drenam o sangue não oxigenado dos tecidos e o levam para o pulmão, onde ele é oxigenado. As artérias, por outro lado, são os vasos que conduzem o sangue oxigenado para irrigação e oxigenação dos tecidos.

Dessa forma, doenças acometendo veias cardíacas são extremamente raras. O que é muito mais comum são doenças acometendo as artérias coronárias, que são as que irrigam o músculo cardíaco. Podem causar desde quadros de angina, que é aquela dor no peito em aperto e que surge geralmente associada ao esforço físico, até a oclusão total das artérias coronárias, levando a uma situação de infarto agudo do miocárdio, no qual o músculo cardíaco, por falta de recebimento do sangue oxigenado e da sua irrigação, acaba morrendo e levando uma parte do músculo cardíaco a não funcionar ao longo do tempo.

A detecção de obstruções ou de entupimentos em artérias cardíacas pode ser feita por meio de exames não invasivos, como teste ergométrico, cintilografia do miocárdio, ecocardiografia de estresse ou mesmo ressonância cardíaca.

Num extremo mais invasivo, o diagnóstico pode ser feito pelo cateterismo cardíaco, geralmente indicado quando o paciente apresenta um quadro instável, com risco de evolução para um infarto do miocárdio, ou quando os exames não invasivos mostram uma grande área do músculo cardíaco com irrigação deficiente.

Sobre o diagnóstico por cateter – Cateterismo cardíaco é o nome genérico que se dá para todos os procedimentos em que o coração é acessado por intermédio da introdução de cateteres, com a punção de uma artéria ou uma veia.

Na grande maioria dos casos, quando se fala em cateterismo cardíaco, está se referindo ao estudo realizado das artérias coronárias visando à detecção de obstrução ou de entupimento desses vasos.

Hoje em dia, esse tipo de procedimento diagnóstico invasivo é realizado basicamente para determinação da presença ou não de obstruções (estreitamentos) das artérias coronárias (neste caso, ele é chamado de cinecoronariografia).

Além de ser o padrão-ouro para a identificação dessas obstruções, a cinecoronariografia também determina se há a necessidade ou não do seu tratamento.

De modo geral, o cateterismo é um exame bastante rápido, realizado em torno de 15 a 20 minutos. No caso do cateterismo ser feito para tratamento de uma doença cardíaca, o tempo pode variar de 30 minutos a duas ou três horas, dependendo da complexidade do caso a ser tratado.

O tratamento das obstruções das coronárias por cateter pode ser realizado por duas vias de acesso. A primeira delas, utilizada há mais tempo, é feita pela punção de uma artéria localizada na região da virilha (artéria femoral). Mais recentemente, uma outra via de acesso ainda menos invasiva foi desenvolvida, utilizando a punção de uma artéria localizada no punho (artéria radial).

A utilização da artéria radial apresenta várias vantagens em relação ao acesso tradicional, pela virilha. Você pode obter mais informações sobre essa via de acesso e suas vantagens na aba Acesso Radial”.



 

O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes explica a preferência do cateterismo com acesso pelo pulso (via radial) e os benefícios para o paciente em relação ao procedimento feito pela virilha (femoral).

A cinecoronariografia ou cateterismo cardíaco por diagnóstico de obstruções nas artérias coronárias ou, eventualmente, no seu tratamento através do implante de endopróteses metálicas, os chamados stents, podem ser realizados tanto por punção de uma artéria na virilha quanto no pulso, que é o chamado acesso radial.
A preferência, hoje em dia, tem sido dada ao acesso radial porque ele proporciona maior conforto ao paciente, menor tempo de recuperação e menor chance de complicações hemorrágicas, como sangramento, fístulas arteriovenosas e formação de pseudoaneurismas.
Além disso, em situações de urgência ou emergência, como por exemplo, no tratamento do infarto agudo do miocárdio, existem evidências de que a realização do procedimento pelo punho reduz a chance de morte associada ao procedimento.



O cateterismo cardíaco é um exame necessário, muitas vezes, para o esclarecimento de doenças cardíacas. Hoje em dia, esse é um procedimento de rotina. Nos Estados Unidos, por exemplo, estima-se que sejam feitos 1 milhão de cateterismos cardíacos por ano.

Importante ressaltar, que esse é um exame extremamente seguro, sendo que a ocorrência de complicações graves é muito rara, normalmente abaixo de 1%.

O risco de se morrer durante um cateterismo cardíaco é em torno de 0,05%, e de haver alguma complicação vascular grave relacionada ao local no qual foi feita a punção da artéria, necessária para a realização desse procedimento, também é absolutamente infrequente, com incidência de 0,2 a 0,3%.

Concluindo: o cateterismo cardíaco é um exame importante e necessário para ajudar o seu cardiologista a definir o grau e a severidade do comprometimento cardíaco. Realizado com técnicas adequadas e em local habilitado, é um procedimento extremamente seguro, com baixo risco de complicações. Na maioria das vezes, pode indicar a necessidade de tratamentos adicionais que melhoram tanto a qualidade de vida quanto, eventualmente em quadros agudos, melhorar a evolução a longo prazo e reduzir a mortalidade desses pacientes.



As doenças cardiovasculares, especialmente o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral, representam a principal causa de morte em adultos no Brasil.
O que se tem observado em anos recentes é que as doenças do coração, principalmente a angina e o infarto do miocárdio, têm acometido pacientes cada vez mais jovens.
Tradicionalmente, esse tipo de doença ocorre em pessoas após a quinta ou sexta década de vida. Entretanto, provavelmente relacionado a hábitos não saudáveis, vida atribulada, falta de condições de fazer exercícios físicos e de manter uma dieta adequada, tem-se visto pacientes cada vez mais jovens chegando às emergências com quadro de angina aguda, ou angina instável, ou mesmo com infarto do miocárdio.

Esta semana, o secretário especial de Cultura do governo federal, Mario Frias, de 49 anos, teve a repetição de um quadro agudo de isquemia coronariana, tendo sido submetido a um novo cateterismo cardíaco para verificação do estado das artérias coronárias. É a segunda vez que ele é hospitalizado para esse tipo de procedimento. Anteriormente, em dezembro, ele havia feito cateterismo para colocação de dois stents.

O alerta que se faz sobre a importância de prevenir a ocorrência dessas doenças por meio de hábitos saudáveis de alimentação, exercício físico regular, evitar o tabagismo. E, principalmente, se houver algum outro fator de risco associado como pressão alta, níveis elevados de colesterol, ou diabetes, fazer um controle estrito dessas doenças a fim de se minimizar o risco de no futuro desenvolver um quadro de infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral.



O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes esclarece sobre o tempo de duração do cateterismo quando para diagnóstico ou tratamento

Cateterismo cardíaco é o nome genérico que se dá para todos os procedimentos em que o coração é acessado por intermédio da introdução de cateteres, com a punção de uma artéria ou uma veia.
Na grande maioria dos casos, quando se fala em cateterismo cardíaco, está se referindo ao estudo realizado das artérias coronárias visando à detecção de obstrução ou de entupimento desses vasos.
De modo geral, o cateterismo é um exame bastante rápido, realizado em torno de 15 a 20 minutos. No caso do cateterismo ser feito para tratamento de uma doença cardíaca, o tempo pode variar de 30 minutos a duas ou três horas, dependendo da complexidade do caso a ser tratado.



Os stents coronários são pequenas próteses metálicas utilizadas para desobstruir estreitamentos nas artérias coronárias (vasos que irrigam o músculo cardíaco), que provocam o surgimento de dor no peito desencadeada por esforços físicos (angina) ou, em casos extremos, quadros de infarto do miocárdio ou pré-infarto.

Os stents não enferrujam, não quebram, não apresentam rejeição e não saem do local, desde que adequadamente implantados e expandidos. O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes destaca ainda que eles são extremamente eficazes no alívio dos sintomas de angina e, em quadros de infarto e pré-infarto, reduzem o risco de complicações graves, inclusive a ocorrência de morte. 

Essas próteses são feitas de ligas metálicas (tais como cromo ou cobalto), resistentes apesar de possuírem hastes finas, e se conformam completamente à anatomia do vaso.

Os stents são implantados no local da obstrução por meio da insuflação de um pequeno balão, sobre o qual a prótese vem montada, que é introduzido na circulação através de cateteres avançados até o coração a partir da punção de uma artéria localizada no punho (acesso radial) ou na virilha (acesso femoral). As próteses utilizadas atualmente vêm impregnadas com medicamentos que bloqueiam a ocorrência de cicatrização excessiva ou inflamação no local do implante.


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