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O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes esclarece mais uma pergunta frequente de seus pacientes.

A angioplastia coronária representa o tratamento de uma obstrução em uma artéria coronária (que são os vasos que irrigam o músculo cardíaco) através da dilatação com um cateter-balão que é inflado no local do estreitamento.

Atualmente, praticamente a totalidade das angioplastias é realizada com o implante de um stent coronário associado, ou seja, uma pequena prótese metálica que é colocada no lugar da obstrução, mantendo a coronária desobstruída.

Esse procedimento possui resultados muito superiores aos obtidos apenas com a dilatação por balão. Além disso, a maioria das próteses implantadas hoje em dia são stents farmacológicos e que vêm impregnados com uma substância que previne a cicatrização excessiva, chamada reestenose. Esse processo pode levar a reobstrução da coronária ao longo dos meses subsequentes ao procedimento.

 

Saiba mais sobre como é a recuperação de uma angioplastia coronária.



Essa é mais uma dúvida frequente, que surge entre os pacientes da clínica Dr. Gilberto Lahorgue Nunes.

O médico cardiologista esclarece que, na maioria dos casos, o paciente pode retomar suas atividades normais no dia seguinte ao procedimento.

Na maioria dos casos, o paciente faz a angioplastia coronária em um dia, fica hospitalizado até o dia seguinte, recebe alta. Normalmente, no dia que vai pra casa, já pode retomar as suas atividades normais, como trabalhar e fazer caminhadas. A recuperação, de modo geral, é bastante rápida.

Já os pacientes que estão internados por um quadro clínico de uma angina mais grave ou por um infarto do miocárdio, nesses casos, o que vai determinar o tempo de retorno ao trabalho vai ser mais a doença que o levou à internação do que propriamente a realização da angioplastia.

Normalmente, para o indivíduo que internou por causa de um infarto e fez uma angioplastia, o tempo de internação gira em torno de três a quatro dias. A volta completa à atividade física normal se dá entre 15 e 20 dias. Dependendo do trabalho que esse paciente executa, o regresso pode ser mais precoce, no primeiro ou segundo dia após a alta hospitalar.



 

O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes explica mais uma dúvida frequente entre seus pacientes.

A angioplastia coronária representa o tratamento de uma obstrução em uma artéria coronária, que são as artérias que irrigam o músculo cardíaco.

Como funciona a angioplastia – Hoje em dia, praticamente todas as angioplastias são realizadas com o implante de um stent coronário associado, ou seja, uma pequena prótese metálica que é colocada no lugar da obstrução. Esse procedimento possui resultados muito superiores aos obtidos apenas com a dilatação por balão.
Além disso, a maioria das próteses implantadas são stents farmacológicos, que vêm impregnados com uma substância que previne a cicatrização excessiva, chamada reestenose. Esse processo pode levar a reobstrução da coronária ao longo dos meses subsequentes ao procedimento.

 



No dia 29 de setembro – Dia do Coração –, o  médico cardiologista Gilberto Lahorgue Nunes participou de uma live, promovida pelo Mãe de Deus Center – MedCenter, para esclarecer as principais dúvidas sobre doenças cardiovasculares. As principais e mais conhecidas são o infarto agudo do miocárdio, popularmente chamado de ataque cardíaco, e o acidente vascular cerebral (AVC), conhecido como derrame cerebral.

Foi momento para pensar sobre a importância da prevenção, um incentivo para dar atenção e tomar atitudes no sentido de diminuir os riscos de desenvolver um problema cardíaco. Ele respondeu perguntas ainda sobre fatores de risco, sintomas e o reconhecimento precoce de sinais de problemas no coração.

Você pode rever a live em nosso canal do YouTube.

 

 

Confira as principais dúvidas que surgiram durante a live. Vamos destaca-las em matérias separadas aqui em no blog, começando pelas atitudes que ajudam a prevenir as doenças cardiovasculares.

  • O que eu devo fazer para me prevenir das doenças cardiovasculares?

Dr. Gilberto – Para prevenção dessas doenças graves deve-se adotar um estilo de vida mais saudável.

Em primeiro lugar, a dieta.

É importante ter uma dieta saudável, em que a proteína animal seja substituída por produtos vegetais,  não abusando de gorduras saturadas e de sal. O consumo de fibras, castanhas, legumes e outros alimentos de origem vegetal, são essenciais, com o cuidado de manter um balanceamento para que se tenha uma dieta calórica adequada às atividades da pessoa. A regra para seguir é: comer de tudo, sem excessos. Evitar produtos processados, pois contêm o pior tipo de gordura que existe, a gordura trans, além de sal como conservante, o que aumenta o consumo desse item, que no Brasil já é muito acima do recomendado.

Ainda falando sobre a dieta, uma pergunta frequente é se a carne vermelha é prejudicial para o coração?

Sim. Quando consumida em excesso, a carne vermelha aumenta os níveis do colesterol total e do colesterol ruim, o que provoca o depósito de gordura na parede dos vasos, que é o chamado LDL Colesterol. A recomendação é de que o consumo de carne vermelha tanto fresca quanto processada não ultrapasse 350 a 500 g por semana. Ela pode ser substituída por peixe, especialmente os de carne branca, que tem uma carne um pouco mais gordurosa.

A segunda atitude importante para a prevenção é a prática de atividades físicas.

Não precisamos virar atletas para fazer uma prevenção cardiovascular adequada. É bem mais simples do que isso fazer um exercício na medida necessária para o coração se tornar saudável. De 30 a 60 minutos de uma atividade física moderada, cinco vezes por semana, já é o suficiente.

O que é uma atividade física moderada? É caminhar com o passo lento ou moderadamente acelerado, fazer uma hidroginástica, jogar tênis em duplas. Dança de salão também é um exercício aeróbico e que preenche os requisitos se feito com uma frequência de quatro a cinco vezes por semana.

Se optar por fazer exercícios mais intensos, a recomendação é que seja de 15 a 30 minutos, cinco vezes por semana, ou seja, metade do que é necessário para atividades moderadas. Exercícios intensos podem ser uma jardinagem mais pesada, como escavação de buracos no jardim para o plantio, jogar tênis simples, jogar golfe, natação, jogging, intercalando corridas curtas com caminhadas com passo mais acelerado. São atividades simples que proporcionam um bom condicionamento para o coração. Quem deseja fazer corridas de longa duração e distância, é importante realizar uma avaliação cardiovascular prévia e um plano de treinamento orientado por um educador físico.

Uma regra prática para mensurar a intensidade da atividade física que se deve fazer é controlar a frequência cardíaca. Para níveis de treinamento cardiovascular aeróbico, pega-se o número 195 e diminui-se o valor da idade – o resultado será a frequência máxima de treinamento que devemos ter. Por exemplo: uma pessoa com idade de 60 anos – 195-60 = 135, ou seja, 135 batimentos cardíacos por minuto é o nível máximo de frequência cardíaca que a gente pode ter durante a atividade física.

Um terceiro ponto importante na prevenção é a questão do fumo.

O fumo é o único fator de risco que se pode escolher ter ou não ter. A gente não escolhe ser diabético, ser hipertenso ou ter o colesterol alto. Agora, a gente faz uma opção por fumar. Esse é o fator de risco mais facilmente controlável e evitável – é só não fumar. É claro que para quem já tem o hábito do tabagismo, muitas vezes, não é fácil fazer a cessação. Certamente, a ajuda de profissionais, médicos e terapeutas também são importantes para que a pessoa consiga se livrar da dependência química à nicotina, causada pelo cigarro, e também da dependência psíquica que o fumo também causa.



A obesidade e o sobrepeso têm aumentado de forma constante nas últimas décadas tanto no mundo quanto no Brasil. Estima-se que o excesso de peso atinja aproximadamente 50% da população brasileira.

Cabe ressaltar que o excesso de peso é um fator de risco importante para as principais causas de morte no país, que são infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), hipertensão arterial e o diabetes.

Tanto o índice de massa corporal quanto a circunferência abdominal são fatores preditores independentes para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares ateroscleróticas. Dessa forma, é fundamental que atitudes sejam implementadas a fim de reduzir a ocorrência do sobrepeso e da obesidade.

Para atingir esse objetivo, deve-se controlar a qualidade do que é ingerido, adotando uma dieta mais saudável, rica em frutas, verduras e fibras. Além disso, é importante a prática de exercícios físicos de forma continuada e constante.

Com essas atitudes simples, é possível evitar a ocorrência do infarto agudo do miocárdio e do AVC, reduzir o risco de desenvolver diabetes melittus e ter um envelhecimento mais saudável e pleno.



O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes explica a diferença entre um procedimento e outro.

Cateterismo é o nome genérico que se dá a qualquer procedimento por cateter. Geralmente se refere ao exame diagnóstico feito para verificar se as artérias coronárias possuem alguma obstrução ou não. Nesse caso, é chamado de cinecoronariografia.

Já a angioplastia representa o tratamento de uma obstrução em uma coronária. É um procedimento no qual uma obstrução de coronária, detectada durante um cateterismo diagnóstico, é tratada ou no mesmo processo ou em outro subsequente. Utiliza-se, então, um balão para fazer a dilatação dessa lesão e, posteriormente, se implanta uma prótese metálica chamada stent coronário.



Dieta após cateterismo: outra dúvida que surge entre pacientes da clínica Dr. Gilberto Lahorgue Nunes.
Confira a orientação do médico cardiologista.

O que pode comer depois de fazer cateterismo? Essa é uma pergunta frequente dos pacientes da Clínica Dr. Gilberto Lahorgue Nunes.

O médico cardiologista destaca que o mais importante é a recomendação com relação ao período que antecede ao cateterismo.
Depois do procedimento, o paciente pode voltar à sua dieta habitual.
O que se recomenda é que, antes da realização do cateterismo, a pessoa fique em jejum por um período de 8 horas. Isso porque esse exame ou tratamento, na maioria das vezes, é realizado com acompanhamento anestésico e uma sedação leve.
Para evitar a ocorrência de náusea ou de vômito é que se pede que o paciente que vai se submeter ao cateterismo faça o jejum de 8 horas antes do horário marcado para o exame.
Após a realização do procedimento, o indivíduo pode retornar para sua dieta de sempre, que pode ser tanto a normal quanto a dieta específica prescrita pelo seu médico.



Quem faz cateterismo pode beber cerveja? Mais uma dúvida trazida por pacientes da Clínica Dr. Gilberto Lahorgue Nunes.

O médico cardiologista explica que uma coisa não influencia na outra.

Sim, quem faz cateterismo pode beber cerveja. O consumo de álcool não tem nenhuma influência sobre o cateterismo cardíaco.

Beber não vai aumentar o risco de sangramento nem de ter uma cicatrização inadequada do local em que foi feita a punção.

Evidentemente, que o consumo de álcool precisa ser regrado. Não pode ser um consumo excessivo, porque isso traz consequências prejudiciais. Além do coração, o consumo exagerado de álcool pode afetar outros órgãos, como o fígado, por exemplo.

Interferência direta do ato de beber álcool após, ou antes, de fazer um cateterismo não existe.

 



Em artigo publicado hoje (2/9) em ZH, o médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes alerta sobre a importância de estar atento a sinais e sintomas não valorizados antecedentes à ocorrência do infarto.

 

Como prevenir a tragédia da morte súbita

Nesse final de semana, fomos impactados pela morte de Tomaz Simon, um jovem de 49 anos, filho do ex-senador Pedro Simon. Tomaz teve morte súbita enquanto fazia compras num supermercado da capital.

As causas e os fatores de risco para o surgimento das obstruções das artérias coronárias são bem conhecidos, assim com as atitudes a serem tomadas para a prevenção da ocorrência do infarto.

Cuidados com a alimentação, atividade física regular, controle do peso, dos níveis de colesterol, da glicose e da pressão arterial (além da cessação do fumo) são ações fundamentais para quem almeja ter uma vida saudável e longa, livre da ocorrência de eventos cardiovasculares.

Entretanto, talvez nós, médicos, estejamos falhando um pouco em alertar e esclarecer as pessoas sobre os sintomas e sinais do infarto agudo do miocárdio.

Muito embora a literatura médica cite que em aproximadamente 40-50% dos casos, a obstrução de coronária aguda se manifesta de maneira súbita como um infarto ou morte súbita, quando avaliamos no consultório pacientes que sofreram um infarto, um número não desprezível deles relata algum tipo de sintoma premonitório da catástrofe cardíaca que se avizinhava.

Frequentemente, os pacientes contam que, nas semanas ou dias antecedentes à ocorrência do infarto, apresentaram sintomas não valorizados, como desconforto abdominal (geralmente confundido com indisposição gástrica), dores nos braços, nas costas ou na mandíbula, suor excessivo, cansaço inexplicável ou sensação de folego curto.

Todos esses sintomas podem ser sinais iniciais da presença de uma obstrução de uma coronária, especialmente em pacientes com fatores de risco como os listados anteriormente. Nesses casos, a procura do atendimento médico pode representar a diferença entre o diagnóstico precoce de um problema cardíaco ou a chance perdida de evitar um desfecho trágico como o de Tomaz Simon. Campanhas públicas maciças envolvendo entidades médicas e o poder público, educando as pessoas sobre como reconhecer precocemente os sintomas do infarto, são urgentes para prevenirmos mortes potencialmente evitáveis.



O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes destaca a importância da prevenção para evitar essa que é uma das principais causas de internação e mortes no país.

A insuficiência cardíaca é uma das principais causas de hospitalização e mortalidade por doenças cardiovasculares no Brasil. É uma doença na qual o músculo cardíaco fica enfraquecido e, consequentemente, não consegue bombear o sangue de maneira adequada.

Dados do Datasus (Departamento de Informática do SUS) indicam que existe em torno de 2 milhões de  pacientes portadores de insuficiência cardíaca no país, sendo que a cada ano, 240 mil novos casos são diagnosticados.

As principais causas da insuficiência cardíaca são: hipertensão arterial, doença de artérias coronárias, infartos, síndromes coronarianas agudas, doença de válvulas, doenças infecciosas que podem comprometer o coração e algumas cardiopatias congênitas presentes desde o nascimento.

É extremamente importante a prevenção do seu desenvolvimento, sendo fundamental o diagnóstico precoce de qualquer doença cardíaca que possa eventualmente evoluir para uma insuficiência cardíaca. Para tanto, é preciso fazer revisões médicas periódicas para fazer o diagnóstico de doenças que, incialmente, são silenciosas, como a doença de coronárias e a hipertensão arterial sistêmica. Controle estrito da pressão arterial, evitar o consumo excessivo de sal e álcool, também fazem parte da prevenção.


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