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Nos dias 4 e 5 de maio, o Dr. Gilberto Lahorgue Nunes participou do Congresso da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul – Socergs 2023, realizado em Gramado, RS, entre 4 e 6 de maio.

Notícias Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre IMG 20230505 WA0020O tema de destaque de sua participação foi a abordagem sobre a tomografia de coerência óptica (OCT), quando é recomendada e como é realizada. O assunto foi apresentado durante o Simpósio do Departamento de Hemodinâmica da Socergs, no dia 5. Recentemente, o cardiologista intervencionista, que tem sua clínica em Porto Alegre, conduziu o primeiro caso de angioplastia com implante de stent utilizando o OCT com o novo software Ultreon, no Hospital Mãe de Deus.

Outra participação do Dr. Gilberto no Socergs 2023 foi na atividade Mesa Redonda 5, que tratou sobre a Intervenção da Doença Estrutural, na qual ele abordou a Prevenção do AVC e o estado atual dos tratamentos percutâneos (Forame Oval Patente – FOP e Oclusão do Apêndice).

 



O hábito de fumar está relacionado a uma série de doenças, desde os cânceres até as doenças pulmonares (bronquite e enfisema). Do ponto de vista das doenças cardiovasculares, o impacto do fumo é extremante nocivo, sendo um importante fator de risco para a ocorrência de infarto do coração, acidente vascular cerebral (AVC) e doenças da aorta e das artérias periféricas.

Além de um impacto direto na origem dessas doenças, o fumo potencializa os efeitos danosos dos demais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, como hipertensão, o diabete e os níveis elevados do colesterol ruim (o LDL colesterol). Quando a pessoa fuma e tem um desses problemas, a possibilidade de desenvolver complicações cardiovasculares sérias aumenta em quatro vezes.

Impacto do fumo doenças cardiovasculares
Outro dado importante é que existe uma correlação entre o número de cigarros que se fuma por dia e o aumento do risco cardiovascular, ou seja, quanto maior o número de cigarros consumidos por dia, maior o risco de infarto e AVC. Adicionalmente, o hábito do fumo afeta não apenas o fumante, mas também as pessoas que convivem ao seu redor. O chamado “fumante passivo” tem o seu risco cardiovascular elevado em comparação às pessoas que não são expostas de maneira rotineira à fumaça do cigarro

A cessação do fumo reveste-se de grande importância, pois o tabagismo é um dos poucos fatores de risco para a saúde que pode ser completamente eliminado. E o efeito positivo dessa atitude é praticamente imediato. O risco cardiovascular é reduzido de maneira expressiva e progressiva a cada ano que passa após a interrupção do hábito de fumar, de maneira que, após 10 anos, o risco de sofrer um infarto ou AVC é semelhante entre o ex-fumante e aquele indivíduo que nunca fumou.

Além do cigarro causar dependência psicológica, os seus componentes provocam uma dependência química semelhante a desencadeada pelas drogas. Consequentemente, para conseguir ser bem-sucedido na tarefa de parar de fumar, o paciente necessita de uma ampla rede de apoio, que inclui a família, os amigos, os profissionais da saúde e em muitos casos, a prescrição de medicações.

Saudado inicialmente como uma ferramenta para auxiliar na cessação do tabagismo, os cigarros eletrônicos representam atualmente um grave problema de saúde pública. A sua extensa e rápida penetração em várias parcelas da população (especialmente nos jovens e adolescentes) deixaram absolutamente clara a sua associação com doenças pulmonares graves, a tal ponto que a sua comercialização foi proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2009.

É tarefa de toda a sociedade (e não apenas dos órgãos governamentais e profissionais da saúde) manter o engajamento antitabagismo que existe há vários anos e combater com igual vigor a sua variante mais recente, o tabagismo eletrônico.



O cardiologista Dr.Gilberto Lahorgue Nunes recebeu o Certificado de Habilitação na técnica de Implante por Cateter de Válvula Aórtica (TAVI), conferido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV) e pela Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI).Notícias Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre card tavi

Essa certificação é conferida aos cardiologistas que, reconhecidamente, possuem o conhecimento teórico e a experiência prática na realização do tratamento por cateter da estenose da válvula aórtica. Representa um selo de qualidade chancelado por duas importantes sociedades médicas que congregam, respectivamente, cirurgiões cardíacos e cardiologistas que realizam procedimentos por cateter.

Sobre o TAVI – Sigla em inglês para Transcatheter Aortic Valve Implantation (Implante Transcateter de Válvula Aórtica). Nesse procedimento, uma válvula artificial feita de material biológico é implantada, de maneira minimamente invasiva para substituir a válvula aórtica quando ela está estreitada (estenose).



O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes analisa outro estudo recente que coloca a aspirina no foco do debate sobre seu uso na prevenção primária de eventos cardiovasculares.

Outra notícia recente e importante foi a publicação (também na revista científica JAMA) de um relatório da Força Tarefa de Serviços de Prevenção dos Estados Unidos (US Preventive Services Task Force – USPSTF) sobre o papel da aspirina na prevenção primária de eventos cardiovasculares, como o infarto do coração e o acidente vascular cerebral (AVC).

Notícias Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre aspirina medical composition with pills B

Após uma extensa e criteriosa revisão de todas as evidencias científicas existentes na literatura médica especializada, a recomendação dessa Força Tarefa é de que a aspirina não deve ser prescrita de rotina para pacientes sem eventos cardiovasculares prévios e nem submetidos à cirurgia de ponte de safena ou a angioplastia por cateter com implante de stents, ou seja, como estratégia de prevenção primária.

Nesses pacientes, o efeito positivo da aspirina em reduzir o infarto e o AVC foi praticamente anulado por uma maior ocorrência de sangramentos graves (e por vezes fatais) nessa população. Dessa forma, salvo em situações muito particulares, não existe indicação do uso da aspirina para prevenir um primeiro evento cardiovascular (a chamada prevenção primária). Consequentemente, o hábito de muitas pessoas saudáveis de tomar aspirina regularmente para evitar um infarto, além de não trazer benefícios, pode ser deletério.

Por outro lado, já está bem estabelecido que o uso da aspirina em baixas doses (75 a 100 mg/dia) reduz de maneira expressiva a ocorrência de infarto e AVC naqueles pacientes que já apresentaram estes eventos previamente ou que são portadores de ponte de safena ou stents coronários. Em outras palavras, a aspirina é um medicamento extremamente eficaz na chamada prevenção secundária.



O Dr. Gilberto Lahorgue Nunes analisa estudo recente divulgado em publicação científica, que corrobora o uso do cateterismo como opção preferencial para o tratamento de pacientes idosos portadores de estenose grave da válvula aórtica.

Um importante estudo comparando os resultados do implante por cateter de válvula aórtica (TAVI) com a cirurgia de troca da válvula aórtica com peito aberto foi publicado neste mês na prestigiada revista científica JAMA.

Foram incluídos pacientes portadores de estenose severa da válvula aórtica e com risco cirúrgico moderadamente elevado (devido à idade ou presença de outras doenças associadas), atendidos em todos os 34 hospitais do Reino Unido que integram o Serviço Nacional de Saúde (equivalente ao nosso SUS) e capacitados para a realização do tratamento da válvula aórtica por cateter.

Os 913 pacientes incluídos no estudo foram aleatoriamente encaminhados para o implante por cateter (458 pacientes) ou para cirurgia (455 pacientes). No final do acompanhamento de um ano, a taxa de mortalidade por qualquer causa foi menor no grupo do tratamento por cateter (4,6% de morte) em comparação com o grupo que foi operado (6,6% de morte).

Notícias Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre Ilustração sobre estudos recentes

 

Esse estudo é muito importante, pois confirma que, mesmo incluindo hospitais não selecionados e utilizando diferentes prótese implantáveis por cateter (e não apenas prótese de um só fabricante como em estudos anteriores), os resultados desse tratamento não-invasivo são equivalentes ou talvez até superiores aos obtidos pela cirurgia de peito aberto.

Esses achados confirmam a tendência atual de indicar o tratamento por cateter como a opção preferencial para o tratamento de pacientes idosos portadores de estenose grave da válvula aórtica.

 



2021 foi mais um ano desafiador para a medicina. Ainda assim, a atualização profissional continuou em alta, a maior parte de forma virtual. O cardiologista Gilberto Lahorgue Nunes faz um breve resumo das principais novidades apresentadas na área da Cardiologia em 2021.

1. Estudo coreano envolvendo mais de 5,8 mil pacientes com infarto agudo do miocárdio em evolução, comparou a evolução clínica de 585 pacientes que chegaram tardiamente ao hospital (12-48h após o início dos sintomas) com aqueles que foram atendidos na emergência dentro das primeiras 12 horas do início da dor. Os pacientes que chegaram mais cedo ao hospital apresentaram uma mortalidade 35% menor do que aqueles que procuraram o atendimento de emergência após 12 horas de início dos sintomas. Este estudo reforça a importância do reconhecimento precoce dos sinais e sintomas do infarto pelos pacientes e a necessidade de procurar o atendimento de emergência o mais rápido possível, a fim de que a coronária responsável pelo quadro de infarto pode ser desobstruída sem demora.

Notícias Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre item 2

 

2. A publicação do acompanhamento de oito anos dos pacientes com estenose da válvula aórtica incluídos no estudo NOBLE demonstrou que a durabilidade da válvula implantada por cateter foi idêntica à da válvula implantada por cirurgia. Além disto, a sobrevida livre de eventos cardiovasculares foi igual nos dois grupos. Refletindo os resultados positivos do tratamento por cateter, um estudo americano envolvendo mais de 860 mil pacientes com estenose severa da válvula aórtica mostrou que a porcentagem de pacientes tratados de maneira menos invasiva (através do implante por cateter de uma nova válvula) tem crescido de maneira linear nos últimos anos, sendo que em 2016 mais de 40% dos pacientes com esta doença foram tratados por cateter.

 

 

Notícias Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre item 3

3. Também a abordagem por cateter da insuficiência de outra válvula cardíaca (a válvula mitral) tem se mostrado um tratamento seguro e eficaz. O acompanhamento clínico de três anos do estudo COAPT mostrou que o tratamento por cateter da insuficiência da válvula mitral foi superior ao tratamento medicamentoso otimizado, estando associado a menor mortalidade e menor ocorrência de outras complicações.

 

 

 

4. A fibrilação atrial é uma arritmia cardíaca que aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC) por embolização de coágulos originários do coração, especialmente de uma estrutura intracardíaca chamada apêndice atrial esquerdo. O estudo LAAOS III incluiu pacientes esta arritmia (a maioria em uso de anticoagulantes), submetidos a cirurgia cardíaca por doença de válvulas ou de coronárias e que foram aleatoriamente alocados para fechamento do apêndice atrial ou não. Os pacientes nos quais o apêndice foi fechado apresentaram uma redução expressiva da ocorrência de AVC ou de embolização a partir do coração. Resta agora saber se a oclusão do apêndice atrial esquerdo pode proporcionar o mesmo benefício em substituição ao uso de coagulantes, o que reduziria o risco de sangramentos importantes associados ao uso destes medicamentos. Como já existem dispositivos para realizar a oclusão do apêndice atrial por cateter, os novos estudos a serem realizados provavelmente utilizarão esta técnica menos invasiva no lugar da cirurgia.

Notícias Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre item 5

5. Um outro importante estudo apresentado sobre o tema de fibrilação atrial e prevenção do AVC em 2021 foi o PRAGUE-17. Neste estudo, 451 pacientes portadores desta arritmia foram aleatoriamente colocados em dois grupos: o primeiro grupo recebeu o tratamento convencional com anticoagulantes e o segundo foi submetido ao fechamento por cateter do apêndice atrial esquerdo. Ao final do acompanhamento de três anos, o tratamento por cateter foi tão eficaz quanto os anticoagulantes em prevenir a ocorrência de AVC porém esteve associado a uma redução expressiva (da ordem de 25%) na ocorrência de sangramentos clinicamente importantes. Os resultados deste estudo sugerem que o fechamento por cateter do apêndice atrial pode ser uma alternativa mais segura ao uso de anticoagulantes nos pacientes portadores de fibrilação atrial.

 

 

6. Um outro estudo importante na área das intervenções em coronárias por cateter foi o MASTER-DAPT. Neste ensaio clínico foi demonstrado que, em pacientes com alto risco de sangramento submetidos ao implante dos stents farmacológicos mais modernos (de 3ª geração) e com polímeros (membrana que carrega o medicamento liberado pelo stent) bioabsorvíveis (ou seja, que e degradam espontaneamente e são absorvidos pelo organismo), o uso de dupla antiagregação plaquetária (medicamentos como a aspirina e o clopidogrel, que bloqueiam a ativação das plaquetas) pode ser encurtada para apenas um mês. Este achado é extremamente importante pois as recomendações atuais indicam que o uso destes dois medicamentos deve ser mantido por um período de três a seis meses. A redução do período da dupla antiagregação é benéfica pois quanto maior a duração deste tratamento, maior é o risco de o paciente apresentar sangramentos, inclusive os graves.

 

7. Um estudo comparativo entre pacientes com obstruções em mais de uma artéria coronária (chamada de doença multi-arterial) mostrou que a evolução do tratamento por cateter com o uso de stents mais modernos (de segunda ou terceira gerações) e a avaliação mais apurada do resultado final (através do emprego de exames de imagem intracoronária) do procedimento é capaz de melhorar os resultados em comparação com os resultados de estudo anterior envolvendo a mesma população de pacientes mas tratados com stents mais antigos (primeira geração). Desta forma, no estudo SYNTAX II houve uma redução de 46% na ocorrência de eventos cardíacos adversos no seguimento de cinco anos em comparação com o estudo SYNTAX I, com reduções inclusive na taxa de mortalidade tardia.

 

8. Consenso europeu recente destaca a correlação entre níveis elevados dos triglicerídeos e a ocorrências de eventos cardiovasculares, indicando que o aumento dos níveis dos triglicerídeos podem ser tão nocivos a saúde quanto os níveis altos de colesterol.

 

9. Vários estudos, entre os quais o DAPA-HF e o EMPEROR-Reduced comprovaram o benefício das chamadas glifozinas (uma classe de medicamentos originalmente desenvolvidos para tratar o diabetes) em pacientes portadores de insuficiência cardíaca, independente da presença ou não de diabetes associado. Estes estudos clínicos demonstraram que estes medicamentos reduzem de maneira expressivas as complicações a longo prazo dos pacientes portadores de insuficiência cardíaca, como a ocorrência de morte ou necessidade de novas internações hospitalares. Como consequência, esta classe de drogas passa a ter um papel fundamental no tratamento destes pacientes.

 

10. Finalmente, um estudo importante na área da hipertensão arterial foi apresentado no ano passado. No estudo STEP, mais de 8 mil pacientes idosos e hipertensos (idade entre 60 e 80 anos) foram randomizados para uma estratégia mais agressiva de redução da pressão sistólica (ou máxima) visando mantê-la entre 129-110 mmHg ou a estratégia atualmente empregada de tentar reduzir esta pressão para níveis entre 150-130 mmHg. A análise dos resultados após um período de dois anos mostrou que a redução mais agressiva da pressão arterial foi capaz de reduzir em 26% a ocorrência de complicações cardiovasculares, especialmente do acidente vascular cerebral (redução de 33%). Importante ressaltar que este benefício foi obtido com segurança, sem efeitos colaterais significativos. Estes achados sugerem que talvez seja necessário mudar as atuais recomendações das diretrizes médicas no sentido de ser mais agressivo no controle da pressão arterial, mesmo em pacientes idosos.



Uma das preocupações dos pacientes é o risco de complicações que um exame invasivo como o cateterismo pode trazer. O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes esclarece sobre a segurança do procedimento.

Riscos CateterismoO cateterismo cardíaco diagnóstico é um exame seguro e associado a baixíssimo risco de complicações na maioria dos casos. Entretanto, em pacientes internados e que estejam em situação clínica instável, o risco de complicações pode ser maior devido ao estado clínico do paciente.

As complicações mais frequentes são o sangramento no local da punção da artéria, as reações alérgicas ao contraste e as arritmias cardíacas. Complicações graves, como o infarto, o acidente vascular cerebral e a morte durante o exame são extremamente raras, ocorrendo em menos de 1% dos casos.

O cateterismo terapêutico (no qual é feito um tratamento por cateter), por sua vez, também é seguro e associado a baixas taxas de complicações. A ocorrência dessas, a exemplo do observado no cateterismo diagnóstico, estão mais relacionadas à dependência da situação clínica do paciente do que do procedimento em si.

Riscos do cateterismo em idosos

Tanto o cateterismo diagnóstico quanto o terapêutico (angioplastia) são procedimentos extremamente seguros, mesmo em pacientes com idade avançada. Entretanto, algumas complicações associadas ao procedimento são mais frequentes nos pacientes mais idosos, como a ocorrência de sangramentos e outras complicações no local da punção da artéria (especialmente nas mulheres), de insuficiência renal aguda provocada pelo contraste (visto que os idosos geralmente já apresentam algum grau de disfunção renal pré-existente) e o acidente vascular cerebral (pela presença mais frequente de placas de gordura na artéria aorta).

A realização do procedimento pelo punho, utilizando a artéria radial) reduz de maneira expressiva o risco de complicações vasculares e, possivelmente, a ocorrência da isquemia cerebral.



Esta é mais uma pergunta frequente entre os pacientes da clínica de cardiologia Gilberto Nunes. O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes esclarece que são procedimentos distintos.

Cintilografia do miocárdio e cateterismo são exames distintos. A cintilografia do miocárdio é um exame não invasivo que procura detectar a falta de irrigação (isquemia) em alguma região do músculo cardíaco. Se a isquemia estiver presente, é bastante provável que exista uma ou mais artérias coronárias com obstruções. Essa suspeita deve ser então confirmada com a realização do cateterismo cardíaco, que visualiza diretamente as coronárias.

Em pacientes com angina crônica (ou seja, com sintomas que surgem exclusivamente com o esforço físico), geralmente indica-se a realização, inicialmente, da cintilografia. Já em pacientes com sintomas muito intensos e limitantes, naqueles que apresentam angina instável (dor em repouso) ou com infarto do miocárdio, a indicação é partir diretamente para o cateterismo.

Notícias Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre cintilografia ou cateterismo

 

 

 

 



Notícias Cardiologista Dr. Gilberto Nunes | Porto Alegre WhatsApp Image 2021 11 04 at 17.38.15O médico cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes esclarece mais uma pergunta frequente de seus pacientes.

A angioplastia coronária representa o tratamento de uma obstrução em uma artéria coronária (que são os vasos que irrigam o músculo cardíaco) através da dilatação com um cateter-balão que é inflado no local do estreitamento.

Atualmente, praticamente a totalidade das angioplastias é realizada com o implante de um stent coronário associado, ou seja, uma pequena prótese metálica que é colocada no lugar da obstrução, mantendo a coronária desobstruída.

Esse procedimento possui resultados muito superiores aos obtidos apenas com a dilatação por balão. Além disso, a maioria das próteses implantadas hoje em dia são stents farmacológicos e que vêm impregnados com uma substância que previne a cicatrização excessiva, chamada reestenose. Esse processo pode levar a reobstrução da coronária ao longo dos meses subsequentes ao procedimento.

 

Saiba mais sobre como é a recuperação de uma angioplastia coronária.



Essa é mais uma dúvida frequente, que surge entre os pacientes da clínica Dr. Gilberto Lahorgue Nunes. O médico cardiologista esclarece que, na maioria dos casos, o paciente pode retomar suas atividades normais no dia seguinte ao procedimento.

As artérias coronárias são os vasos que irrigam o músculo cardíaco (miocárdio). Na angioplastia de artérias coronária com implante de stent, é realizada a desobstrução de uma coronária que está estreitada devido ao acúmulo de gordura na sua parede. Essa placa de gordura limita a passagem de sangue, reduzindo a oxigenação do músculo cardíaco e provocando sintomas de dor no peito (angina) ou cansaço principalmente aos esforços físicos. Após a desobstrução e o implante da prótese metálica (stent coronário), ocorre uma normalização da irrigação do músculo cardíaco e, consequentemente, o desaparecimento dos sintomas.

A angioplastia com stent é realizada com uma leve sedação do paciente e através da punção de uma artéria no punho ou na vrirlha, por onde é introduzido o cateter. A taxa de sucesso do procedimento situa-se acima de 95% e a ocorrência de complicações graves (infarto, acidente vascular cerebral ou morte) é extremamente baixa (<1%). Nos pacientes que não apresentam quadros agudos (como infarto do miocárdio ou angina instável), a alta hospitalar geralmente ocorre no dia seguinte ao procedimento. Além disto, a recuperação do paciente é muito rápida, podendo em muitos casos ser liberado o retorno ao trabalho no dia seguinte à alta do hospital. Caminhadas e atividades físicas leves ou até moderadas podem ser retomadas em poucos dias, sendo que a liberação total de todo o esforço físico geralmente ocorre após duas semanas. Trata-se, portanto de procedimento extremante seguro, eficaz e com rápida recuperação.

No caso dos pacientes que internaram por um quadro clínico de uma angina mais grave ou por um infarto do miocárdio, o que vai determinar o tempo de retorno ao trabalho vai ser mais a doença que o levou à internação do que propriamente a realização da angioplastia.

Normalmente, para o indivíduo que internou por causa de um infarto e fez uma angioplastia, o tempo de internação gira em torno de três a quatro dias. A volta completa à atividade física normal se dá entre 15 e 20 dias após a alta hospitalar. Dependendo do trabalho que esse paciente executa, o retorno pode ser mais precoce, variando de poucos dias a uma semana após a liberação do hospital.


Dr. Gilberto Nunes | Clínica Cardiologista Porto Alegre